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Promotoria de NY derruba 12 sites de deepfakes ilegais

Promotoria de NY derruba 12 sites de deepfakes ilegais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Operação contra deepfakes ilegais em Nova York

A Promotoria do Distrito de Manhattan anunciou a derrubada de 12 sites que funcionavam como plataformas para a produção e disseminação de deepfakes ilegais com conteúdo sexual explícito. A ação, divulgada na segunda-feira, representa um passo significativo no combate aos deepfakes ilegais que violam a privacidade de celebridades e pessoas públicas.

Escala da operação realizada

De acordo com as autoridades responsáveis pela investigação, os investigados utilizaram tecnologia de inteligência artificial para criar material adulterado envolvendo 1.200 pessoas reais. A operação revelou a existência de um esquema organizado que funcionava há tempo considerável, gerando milhões de visualizações e lucros significativos para os operadores dos sites.

Vítimas do esquema de deepfakes ilegais

As pessoas afetadas pelos deepfakes ilegais eram predominantemente mulheres com visibilidade pública, incluindo atrizes, políticas, atletas profissionais, musicistas, ativistas sociais e influenciadoras digitais. O padrão de seleção das vítimas indica que os criminosos focavam deliberadamente em personalidades conhecidas, potencializando o alcance do material ilícito através das redes sociais e plataformas de compartilhamento.

Funcionamento das plataformas fechadas

Os sites derrubados operavam de forma estruturada, anunciando explicitamente a comercialização de pornografia deepfake de famosas. As plataformas funcionavam como marketplaces onde usuários podiam publicar, acessar e vender registros íntimos não consensuais, gerando receitas através de assinaturas, visualizações pagas e publicidade direcionada.

O que é deepfake e como funciona a técnica

Deepfake refere-se a uma tecnologia que utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para sintetizar vídeos e imagens altamente realistas. O processo envolve a análise de fotos e vídeos reais de uma pessoa, seguida pela manipulação digital que sobrepõe seus traços faciais em cenários diferentes ou em ações que ela nunca realizou. Para criar deepfakes ilegais, os criminosos precisam apenas de imagens públicas disponíveis em redes sociais ou na internet, transformando-as em material pornográfico não consensual.

Declaração das autoridades

O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg Jr., destacou a gravidade dos crimes relacionados aos deepfakes ilegais. "Essas empresas lucram deliberadamente com a publicação e disseminação de imagens e vídeos sexuais não consensuais, criados ou manipulados por inteligência artificial", afirmou o promotor. Bragg enfatizou que as violações de privacidade causadas pelos deepfakes ilegais deixam impactos duradouros nas vítimas, afetando suas carreiras profissionais e saúde mental.

Impacto emocional e profissional das vítimas

Os investigadores constataram que o material gerado pelos deepfakes ilegais persegue continuamente as vítimas em suas trajetórias profissionais e relacionamentos pessoais. As consequências emocionais incluem ansiedade, depressão, trauma psicológico e danos reputacionais que se estendem indefinidamente. Além disso, a disseminação viral do conteúdo compromete oportunidades de trabalho e prejudica relacionamentos interpessoais das vítimas.

Investigação em andamento

A Promotoria do Distrito de Manhattan informou que a operação contra deepfakes ilegais continua em fase investigativa. Novos sites suspeitos estão sendo monitorados e analisados para identificar possíveis operadores e usuários envolvidos no esquema criminoso. As autoridades destacaram o compromisso em impedir que os domínios derrubados retornem ao ar sob nomes alterados ou através de servidores offshore.

Monitoramento contínuo e medidas preventivas

A Promotoria pretende intensificar o monitoramento digital das plataformas relacionadas aos deepfakes ilegais, utilizando tecnologia de rastreamento e cooperação internacional com servidores e provedores de internet. A estratégia também envolve ações legais contra operadores de sites que reabrem suas operações sob identidades diferentes ou migram para jurisdições mais permissivas.

Contexto legal e regulatório

A ação contra os deepfakes ilegais ocorre em um momento de crescente preocupação global com abuso de tecnologia de inteligência artificial. Diversos países e estados americanos estão desenvolvendo legislação específica para criminalizar a criação e disseminação de material pornográfico não consensual gerado digitalmente, reconhecendo a necessidade urgente de proteção legal para as vítimas.

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