Marçal registra candidatura com patrimônio de R$ 7,4 bilhões

Candidato do PRTB registra patrimônio de R$ 7,4 bilhões
Pablo Marçal, candidato pelo PRTB à Presidência da República, realizou o registro de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sábado, 15 de agosto, apresentando uma declaração de patrimônio de R$ 7,4 bilhões. Este montante representa um dos maiores acervos patrimoniais já registrados por um candidato presidencial, refletindo investimentos diversificados em aplicações financeiras e imóveis.
O patrimônio de R$ 7,4 bilhões declarado por Marçal é composto principalmente por aplicações em renda fixa, que totalizam aproximadamente R$ 6,7 bilhões. Além dos investimentos financeiros, o candidato incluiu em sua declaração um terreno de grande valor localizado em Santana de Parnaíba, no estado de São Paulo, avaliado em R$ 490 milhões.
Composição dos bens declarados
A análise detalhada do patrimônio de R$ 7,4 bilhões revela uma estratégia de investimento conservadora, concentrada em produtos de renda fixa. A maior parte dos recursos está aplicada em fundos e títulos de renda fixa junto ao Banco Itaú, perfazendo mais de R$ 6,7 bilhões em Letras de Crédito Imobiliário e outros produtos similares.
Entre os bens imóveis, destaca-se a propriedade em Santana de Parnaíba, avaliada em R$ 490 milhões, considerada um dos principais ativos do candidato. Além disso, Marçal declarou participações societárias em diversas empresas, incluindo a Marçal Holding Ltda, a Aviation Participações Ltda e a Marçal Participações Ltda, que somam dezenas de milhões de reais.
Outras aplicações financeiras incluem investimentos em fundos de investimento imobiliário, como o DAMA11, fundos de investimento multimercado e contribuições em fundos de infraestrutura. O candidato também declarou saldos em contas correntes e aplicações pontuais em poupança, completando um portfólio diversificado de ativos.
Situação eleitoral e inelegibilidade
Apesar do registro da candidatura, Pablo Marçal encontra-se atualmente inelegível até 2032. Em decisão unânime proferida no dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário, mantendo a condenação anterior que o torna inelegível por um período de oito anos.
A inelegibilidade foi determinada como consequência do uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024. Esta situação cria uma contradição jurídica que deve ser analisada pela Justiça Eleitoral, pois tecnicamente um candidato inelegível não poderia estar registrado para concorrer às eleições.
O registro ainda requer análise e aprovação formal pela Justiça Eleitoral, processo que deverá apontar a compatibilidade da candidatura com a situação legal atual do candidato.
Vice-candidato e composição da chapa
Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, foi escolhido para integrar a chapa como candidato a vice na condição de
