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Veja quais estados elegeram mais mulheres deputadas

Veja quais estados elegeram mais mulheres deputadas
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Mulheres eleitas 2026: panorama nacional da representação feminina

As eleições de 2026 marcaram um avanço significativo na participação feminina no Congresso Nacional. Ao todo, as mulheres ocuparão 109 das 513 vagas da Câmara dos Deputados, estabelecendo a maior bancada feminina de toda a história da instituição a partir de 2027. No Senado Federal, foram eleitas 12 mulheres neste pleito, totalizando o maior número jamais registrado em uma única eleição para a casa legislativa superior.

Mato Grosso do Sul lidera ranking de representação feminina

Quando se analisa a distribuição por estado, o Mato Grosso do Sul emerge como a unidade federativa com maior proporção de mulheres eleitas para deputada federal. Nada menos que 4 das 8 vagas destinadas ao estado serão preenchidas por representantes do sexo feminino, atingindo a marca de 50% de representação. As deputadas eleitas pelo estado são Camila Jara (PT), Rose Modesto (União), Mara Caseiro (PL) e Isa Marcondes (Republicanos).

Estados com menor participação feminina na Câmara

Em contrapartida, três unidades federativas não conseguiram eleger nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Piauí, Distrito Federal e Roraima apresentam 0% de representação feminina em suas respectivas bancadas, refletindo desafios persistentes na inclusão política de mulheres em determinadas regiões do país.

Santa Catarina, Amapá e outros estados com alta participação

Logo após Mato Grosso do Sul no ranking de representação feminina, diversos estados apresentam índices próximos a 37,5% de mulheres em suas bancadas de deputadas federais. Santa Catarina elegeu 6 mulheres em 16 vagas: Julia Zanatta (PL), Ana Paula Lima (PT), Giovana Mondardo (PCdoB), Daniela Reinehr (PL), Paulinha (Podemos) e Geovania de Sá (Republicanos).

Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Rondônia igualmente atingiram o percentual de 37,5%. Em Amapá, as eleitas foram Aline Gurgel (União), Professora Marcivânia (PCdoB) e Dra. Erica (Podemos). Mato Grosso elegeu Coronel Fernanda (PL), Professora Rosa Neide (PT) e Virginia Mendes (União). Rio Grande do Norte escolheu Natália Bonavides (PT), Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV). Em Rondônia, as vencedoras foram Joliane Furia (PSD), Sofia Andrade (PL) e Cristiane Lopes (Podemos).

Participação feminina nos principais colégios eleitorais

Entre os estados com maior número de eleitores, São Paulo elegeu 16 mulheres para a Câmara dos Deputados, correspondendo a 22,86% de suas 70 vagas. As deputadas paulistas incluem nomes como Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Tabata Amaral (PSB), Marina Helena (Novo) e Adriana Ventura (Novo), entre outras.

Minas Gerais, outro estado com expressiva bancada, elegeu 11 mulheres de um total de 53 vagas, representando 20,75% de participação feminina. Entre as eleitas estão Ana Elisa (PT), Duda Salabert (PSOL), Ana Pimentel (PT) e Bella Gonçalves (PT).

Rio de Janeiro elegeu 10 deputadas federais em 46 vagas (21,74%), incluindo Anielle Franco (PT), Talíria Petrone (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB) e Nísia Trindade (PT). Já Bahia e Pernambuco apresentam índices de 15,38% e 24%, respectivamente, com participação feminina em suas delegações ao Congresso.

Mulheres como candidatas mais votadas em sete estados

Em um indicador importante de força eleitoral, sete estados tiveram como candidata mulher a pessoa mais votada em suas respectivas eleições para deputada federal. No Acre, Socorro Neri (PP) encabeçou a votação; em Mato Grosso, Coronel Fernanda (PL) foi a mais votada; em Mato Grosso do Sul, Camila Jara (PT) conquistou o primeiro lugar; no Rio Grande do Norte, Natália Bonavides (PT) liderou; em Santa Catarina, Julia Zanatta (PL) foi eleita com maior votação; em Sergipe, Yandra Moura (União) ganhou destaque; e no Tocantins, Professora Janad Valcari (PP) conquistou a preferência dos eleitores.

Representação feminina no Senado Federal

No Senado, o Distrito Federal se destacou como único estado a eleger mulheres para ambas as vagas em disputa neste pleito. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, conquistaram as duas posições, totalizando 100% de representação feminina nas vagas disponíveis.

Dez outros estados elegeram uma mulher cada um para o Senado, atingindo 50% de representação em suas respectivas vagas. Acre elegeu Mara Rocha (Republicanos); Alagoas escolheu Marina JHC (PSDB); Amapá levou Rayssa Furlan (Podemos); Ceará elegeu Luizianne (Rede); Goiás apoiou Gracinha Caiado (União); Minas Gerais elegeu Marília Campos (PT); Pernambuco votou em Marília Arraes (PDT); Rio Grande do Norte escolheu Samanda de Lula (PT); Roraima levou Teresa Surita (MDB); e Santa Catarina elegeu Carol de Toni (PL).

Por outro lado, 16 estados não conseguiram eleger nenhuma mulher para o Senado em 2026. Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins elegeram apenas candidatos homens para suas vagas senadoras.

Perspectivas futuras da representação feminina

Quando se consideram as senadoras reeleitas em 2022 que permanecerão no cargo, o Senado Federal chegará a 17 mulheres no total, marcando a maior bancada feminina de sua história. Este progresso, embora representativo de avanços, ainda reflete desafios significativos na busca por maior paridade de gênero nas instituições políticas brasileiras, especialmente em unidades federativas onde nenhuma mulher foi eleita neste ciclo eleitoral.

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