Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro lidera rejeição com 55%

Flávio Bolsonaro lidera índice de rejeição eleitoral
De acordo com a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7), a rejeição eleitoral Flávio Bolsonaro apresenta o maior percentual entre todos os candidatos presidenciais em disputa. O senador pelo PL registra 55% de rejeição, mantendo o mesmo patamar observado na medição realizada em 2 de setembro. Na sequência, aparece o presidente Lula, com 53% de rejeição, também sem variação em relação ao levantamento anterior.
O levantamento Quaest, encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais distribuídas por todo o território nacional entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro calculada é de dois pontos percentuais para mais ou menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01720/2026.
Metodologia da medição de rejeição
A pesquisa Quaest utiliza uma metodologia específica para aferir a rejeição dos candidatos. Os entrevistados são questionados sobre o conhecimento que possuem de cada pré-candidato, sendo apresentadas três opções de resposta: desconhecer o nome, conhecer e ter disposição para votar, ou conhecer e rejeitar completamente a candidatura. O percentual de rejeição eleitoral corresponde especificamente àqueles que declaram conhecer o candidato mas não votariam nele sob nenhuma circunstância.
Panorama completo dos índices de rejeição
Além de Flávio Bolsonaro e Lula, outros candidatos apresentam altos índices de rejeição no levantamento. Pablo Marçal, do PRTB, ocupa a terceira posição com 45% de rejeição, uma variação de um ponto percentual em relação à pesquisa anterior que marcava 44%. Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, aparece com 41% de rejeição, crescimento de um ponto comparado aos 40% da sondagem anterior.
Romeu Zema, do Novo, apresenta 39% de rejeição, aumentando um ponto percentual ante os 38% anteriores. Renan Santos, da Missão, registra 29% de rejeição, evoluindo um ponto a partir dos 28% medidos antes. Augusto Cury, do Avante, marca 26% de rejeição, também com aumento de um ponto relativamente aos 25% da medição passada.
Candidatos com menor rejeição
Entre os candidatos com menores índices de rejeição encontram-se Rui Costa Pimenta, do PCO, com 23%, mantendo este patamar. Edmilson Costa, do PCB, e Samara Martins, da UP, ambos registram 11% de rejeição, sem alterações. Hertz Dias, do PSTU, e Wilson Grassi, do Democrata, aparecem com 10% cada um, também permanecendo estáveis.
Clariana Barão, da DC, apresenta o menor índice entre os pré-candidatos pesquisados, com apenas 7% de rejeição, sem variações detectadas em comparação ao período anterior.
Contexto político e significância dos números
Os índices de rejeição eleitoral revelados pela pesquisa Quaest representam um fator crítico na análise das dinâmicas eleitorais. O fato de Flávio Bolsonaro manter consistentemente 55% de rejeição enquanto Lula se mantém em 53% sugere uma polarização significativa no eleitorado brasileiro. Estes percentuais altos refletem divisões profundas nas preferências políticas do país.
A rejeição eleitoral diferencia-se da aprovação ou desaprovação geral de um governo, constituindo uma métrica específica de candidatos que não possuem respaldo entre uma parcela substancial do eleitorado. Candidatos com elevados índices de rejeição enfrentam desafios consideráveis para expandir sua base de apoio, uma vez que representam opções inaceitáveis para estes grupos.
Dados técnicos da pesquisa Quaest
A precisão metodológica da pesquisa Quaest garante confiabilidade aos seus resultados. Com amostra de mais de duas mil entrevistados dispersos geograficamente no país e margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento oferece representatividade significativa do cenário político nacional. O registro no TSE confere transparência e auditabilidade ao processo de coleta de dados.
Estes números integram uma série de medições que a Quaest realiza periodicamente, permitindo acompanhar tendências e variações no comportamento do eleitorado ao longo do tempo. As pequenas mudanças observadas de uma medição para outra, quando existentes, refletem dinâmicas políticas em desenvolvimento e posicionamentos que o eleitorado adota frente aos candidatos em disputa pela presidência.
