Gazeta de Portugal

Laudo revela praias impróprias para banho em São Luís

Laudo revela praias impróprias para banho em São Luís
Fonte: g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2018/07/23/laudo-aponta-praias-improprias-para-banho-durante-as-ferias-em-sao-luis.ghtml

Resultado do Laudo de Balneabilidade Aponta Praias Impróprias para Banho

Um relatório divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão revelou que praias impróprias para banho comprometerem a segurança dos frequentadores durante o período de férias escolares em São Luís. Conforme o documento técnico, 13 de 21 pontos de monitoramento localizados entre São Luís e São José de Ribamar apresentam condições impróprias para banho, com base em coletas de água realizadas entre junho e julho de 2018.

Os resultados do laudo de balneabilidade indicam que praias impróprias para banho concentram-se principalmente na região central da capital maranhense. Entre as áreas mais críticas estão locais de grande circulação de turistas e residentes, onde a contaminação compromete significativamente a qualidade da água e a segurança dos banhistas.

Praias de São Luís com Restrições Totais

Duas praias centrais de São Luís encontram-se completamente impróprias para banho em todos os pontos analisados. A praia da Ponta d'Areia apresenta seis pontos de monitoramento todos comprometidos, incluindo áreas próximas ao Hotel Praia Mar, Bar do Dodô, Praça de Apoio ao Banhista, Edifício Herbene Regadas, Hotel Brisa Mar e Forte Santo Antonio.

A praia do Calhau também está integralmente inadequada para o banho, com restrições confirmadas nos três pontos de monitoramento. Estes locais apresentam contaminação persistente que impede o uso seguro para recreação aquática.

Situação em São Marcos e Outras Áreas

A praia de São Marcos apresenta um cenário contraditório, com alguns trechos considerados próprios para banho enquanto outras áreas permanecem inadequadas. Visualmente, é possível observar faixas de esgoto descendo pela areia em determinados pontos, evidenciando a fragilidade da infraestrutura sanitária na região.

A praia do Olho d'Água registra dois pontos impróprios para banho, enquanto a praia do Meio e praia do Araçagy apresentam trechos seguros para frequentadores. Esta situação mista requer atenção constante das autoridades ambientais para monitoramento contínuo.

Relatos de Afetados e Riscos à Saúde

Residentes e turistas relatam problemas de saúde relacionados ao contato com a água contaminada das praias. Uma pizzaiola relata que sua filha desenvolveu problemas dermatológicos após banhar em uma das praias afetadas, apresentando coceira intensa e vermelhidão na pele.

Apesar do conhecimento dos riscos, muitos frequentadores continuam banhando nas praias impróprias para banho durante férias e finais de semana. A tentação de aproveitar o lazer supera as preocupações sanitárias para alguns visitantes, criando um cenário de exposição contínua a patógenos.

Orientações de Especialistas em Saúde

Um dermatologista especializado em saúde pública esclarece que água poluída provoca diversos problemas de saúde. Os principais riscos não se limitam a dermatites irritativas, afetando principalmente o trato gastrointestinal, com ocorrência frequente de diarreia e infecções intestinais.

A contaminação da areia representa perigo adicional, especialmente para crianças. Vermes parasitas de animais domésticos podem ser depositados na areia por cães e gatos trazidos às praias, causando a infestação conhecida como bicho-geográfico. Este problema causa irritação persistente na pele e afeta principalmente crianças que brincam constantemente na areia.

Locais Próprios Identificados no Laudo

Nem todas as áreas analisadas apresentam restrições. O laudo identificou oito pontos próprios para banho: três pontos da praia de São Marcos, dois da praia do Meio e três da praia do Araçagy. Estes locais apresentam qualidade de água adequada para recreação segura.

Implicações para Turismo e Saúde Pública

A situação das praias impróprias para banho afeta significativamente o turismo e a qualidade de vida da população. A presença de esgoto e contaminação biológica em praias centrais compromete a atratividade e segurança da orla marítima. Autoridades ambientais devem intensificar programas de tratamento de efluentes e monitoramento contínuo da balneabilidade.

O laudo representa importante ferramenta para orientar decisões de frequentadores quanto à escolha segura de praias durante períodos de lazer. A divulgação pública dos resultados permite que turistas e moradores façam escolhas informadas, reduzindo riscos à saúde e promovendo consciência sobre qualidade ambiental.

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