Trump atinge aprovação histórica de 31% em pesquisa Reuters/Ipsos

Aprovação de Trump atinge novo piso em pesquisa Reuters/Ipsos
A aprovação de Trump chegou a seu nível mais baixo, marcando apenas 31% segundo levantamento divulgado pela Reuters/Ipsos nesta segunda-feira (19 de outubro). O resultado representa queda em relação aos 32% registrados na semana anterior e reflete crescente insatisfação do eleitorado americano com a gestão presidencial.
A desaprovação, por sua vez, alcançou máxima histórica de 66%, superando os 65% observados em 5 de outubro. Este patamar demonstra deterioração significativa na confiança pública e rejeição generalizada às políticas implementadas pela administração Trump em seu segundo mandato.
Metodologia e Margem de Erro da Pesquisa
O levantamento Reuters/Ipsos ouviu 1.679 adultos residentes nos Estados Unidos entre os dias 16 e 19 de outubro de 2026, utilizando metodologia online. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, garantindo confiabilidade técnica dos dados coletados.
Os respondentes foram consultados sobre sua aprovação ou desaprovação do trabalho presidencial, com opção adicional de não responder. Todos os participantes constituem amostra representativa da população adulta americana elegível para votação.
Detalhamento dos Indicadores de Aprovação
A aprovação de Trump apresenta distribuição específica entre os eleitores consultados: 31% aprovam o desempenho presidencial, enquanto 66% desaprovam, deixando 3% indeciso ou sem resposta. Esta divisão revela cenário politicamente polarizado, com rejeição expressiva majoritária ao governo atual.
Comparando resultados de dois períodos distintos, observa-se consistência na trajetória descendente da aprovação. De 5 a 19 de outubro, o índice caiu um ponto percentual, enquanto a desaprovação subiu similar proporção, indicando tendência contínua de erosão da popularidade presidencial.
Desaprovação Supera Aprovação em Todas as Áreas Avaliadas
A pesquisa Reuters/Ipsos analisou satisfação ciudadana em cinco temas fundamentais, demonstrando rejeição generalizada em cada domínio. Os saldos negativos (desaprovação menos aprovação) revelam profundidade da insatisfação:
Custo de vida: saldo negativo de 54 pontos representa a maior diferença, refletindo preocupação crítica com poder de compra. Economia: saldo negativo de 45 pontos indica descontentamento com políticas econômicas gerais. Política internacional: saldo negativo de 34 pontos mostra questionamento sobre relações exteriores. Avaliação geral do governo: saldo negativo de 35 pontos sintetiza rejeição ao desempenho geral. Imigração: saldo negativo de 20 pontos configura tema menos contestado, porém ainda apresenta clara desaprovação.
Crise Econômica Agrava Desaprovação de Trump
A pesquisa destacou aumento acentuado na insatisfação referente a questões econômicas. Sessenta e oito por cento desaprovam a condução das políticas econômicas pelo presidente, cifra que supera em seis pontos percentuais o resultado obtido em 5 de outubro.
Este índice de 68% representa o pior resultado da série histórica durante os dois mandatos de Trump, consolidando rejeição recorde ao desempenho econômico presidencial. A deterioração em apenas duas semanas sugere impacto direto de desenvolvimentos econômicos negativos sobre a percepção pública.
Midterms: Vantagem Democrata Amplia-se Significativamente
A pesquisa Reuters/Ipsos também explorou intenções de voto nas eleições de meio de mandato, programadas para 3 de novembro de 2026. Nestas votações, os americanos renovarão todas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e aproximadamente um terço dos 100 assentos do Senado.
Entre eleitores registrados, 47% expressaram intenção de votar em candidatos do Partido Democrata, enquanto 35% afirmaram apoiar candidatos Republicanos. A diferença de 12 pontos percentuais em favor dos democratas constitui a maior vantagem registrada em pesquisas Reuters/Ipsos sobre estas eleições específicas durante 2026.
Panorama Político para as Eleições Legislativas
Atualmente, ambas as Casas do Congresso permanecem sob controle do Partido Republicano. Os dados da pesquisa sugerem possibilidade concreta de mudança de controle legislativo para os democratas após as midterms.
O agregador Race to the White House quantifica probabilidades: democratas apresentam 73% de chance de conquistar maioria no Senado e 89% de probabilidade de obter controle da Câmara. Estas estimativas refletem cenário electoral desfavorável ao partido presidencial e vantagem substantiva da oposição.
A combinação entre desaprovação presidencial elevada e preferência eleitoral por candidatos democratas sugere potencial reconfiguração significativa do poder legislativo federal, com implicações profundas para agenda política dos próximos dois anos.
