Secretário do Exército dos EUA deixará cargo ainda em 2026

Secretário do Exército dos EUA anuncia saída do cargo
Dan Driscoll, secretário do Exército dos EUA, deverá deixar sua posição antes do encerramento de 2026, conforme divulgado pelo The Wall Street Journal em reportagem publicada na sexta-feira (21). A saída do secretário do exército dos EUA marca mais um capítulo de turbulência na administração de defesa do governo Trump.
Segundo relatos da imprensa americana, a permanência de Driscoll na função tornou-se insustentável devido aos conflitos recorrentes com Pete Hegseth, secretário da Defesa, que assumiu seu cargo em janeiro de 2025. Os atritos entre ambos intensificaram-se significativamente durante este período.
Tensões Crescentes com a Liderança de Defesa
A deterioração das relações entre o secretário do exército dos EUA e o secretário da Defesa atingiu seu pico com a demissão do general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, ocorrida em abril de 2026. George mantinha uma parceria estreita com Driscoll, trabalhando em conjunto em iniciativas de modernização tecnológica dentro da instituição militar.
Ambos compartilhavam objetivos comuns de inovação e renovação das capacidades operacionais do Exército. A dupla havia realizado visitas conjuntas à Ucrânia para avaliar situações estratégicas antes da remoção de George do cargo.
Críticas Internas e Reforma Militar Ampla
A demissão do general gerou reações adversas entre legisladores republicanos no Congresso americano. Deputados e senadores do próprio partido questionaram a conduta de Hegseth e suas decisões relacionadas à liderança militar dos EUA.
No primeiro semestre de 2026, o secretário da Defesa iniciou uma reformulação ampla na alta cúpula das Forças Armadas americanas. Esse tipo de mudança estrutural é historicamente raro na instituição, especialmente em períodos de conflito aberto, como a atual situação de confrontação contra o Irã.
Trajetória de Pete Hegseth na Administração Trump
Pete Hegseth chegou à função de secretário da Defesa com background militar, tendo servido no Exército dos EUA e participado de operações no Iraque e Afeganistão. Entretanto, grande parte de sua carreira foi desenvolvida como âncora e comentarista do canal de televisão conservador Fox News antes de sua indicação para o governo Trump.
Sua nomeação foi recebida com cautela pela estrutura de comando das Forças Armadas americanas, composta majoritariamente por militares de carreira que questionavam sua experiência administrativa e sua proximidade com a ideologia conservadora. O próprio secretário do exército dos EUA representava essa ala institucional que mantinha reservas sobre a gestão de Hegseth.
Contexto de Conflito e Instabilidade Militar
A mudança ocorre em um momento crítico para os Estados Unidos, com tensões militares significativas envolvendo o Irã. A combinação de conflito externo e instabilidade interna na liderança do Departamento de Defesa coloca em questão a eficácia operacional das Forças Armadas americanas.
A saída iminente de Driscoll representa outro passo na consolidação do controle de Hegseth sobre o Pentágono e seus órgãos subordinados. A sequência de demissões e saídas de oficiais importantes sugere uma transformação profunda na estrutura de comando militar dos EUA durante o segundo mandato de Trump.
