Morre Oswaldinho do Acordeon aos 72 anos

Falecimento de Oswaldinho do Acordeon marca perda de grande mestre da sanfona
Oswaldinho do Acordeon, um dos mais renomados instrumentistas do cenário musical nordestino, faleceu no domingo, 25 de outubro, aos 72 anos. A morte do virtuoso da sanfona foi comunicada através de redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte e pelo radialista Orlando Camboim, ambos amigos do artista. Contudo, a causa exata do falecimento não foi revelada publicamente. A perda de Oswaldinho do Acordeon representa um vazio significativo no universo da música brasileira, particularmente no segmento do forró nordestino.
Trajetória e contribuições musicais
Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, Oswaldo de Almeida e Silva (1954-2026) transcendeu os limites convencionais da música regional. Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, Oswaldinho desenvolveu sua paixão pelo instrumento desde a infância, aprendendo de forma autodidata com incentivo paterno e convivendo com mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, frequentadores habituais da casa familiar.
Como sanfoneiro, Oswaldinho do Acordeon conquistou reconhecimento internacional ao expandir as fronteiras estilísticas do forró, incorporando influências de jazz, blues, rock e música erudita. Essa abordagem inovadora transformou a sanfona em instrumento de possibilidades ilimitadas, demonstrando que a música nordestina poderia dialogar com outras linguagens artísticas sem perder sua identidade.
Início precoce de uma carreira brilhante
O talento de Oswaldinho manifestou-se desde muito jovem. Aos nove anos, em 1963, realizou sua estreia fonográfica como convidado em disco do pai. Três anos depois, aos 12 anos, lançou seu primeiro single, iniciando uma trajetória que se estenderia por seis décadas na indústria fonográfica.
Discografia e marcos importantes
Durante os anos 1970, lançou seus primeiros álbuns pela gravadora Tropicana:
