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Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo

Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Falecimento do maestro Roberto Tibiriçá aos 72 anos

O maestro Roberto Tibiriçá, figura de destaque na história da música de concerto brasileira, faleceu na madrugada de sábado (3), aos 72 anos, em São Paulo. A morte do maestro Roberto Tibiriçá foi confirmada oficialmente pelo Theatro Municipal de São Paulo e pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, localizado no Paraná. As circunstâncias que levaram ao óbito não foram tornadas públicas pela família ou pelas instituições culturais.

Com uma carreira que ultrapassou quatro décadas, o paulistano consolidou-se como um dos principais maestros do país, dirigindo as mais prestigiosas orquestras brasileiras e atuando como formador de gerações de artistas. Desde 2022, o maestro Roberto Tibiriçá ocupava o cargo de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), posição que desempenhava com dedicação até seus últimos meses de vida.

Reconhecimento e homenagens das instituições

O Theatro Municipal de São Paulo divulgou comunicado oficial lamentando o falecimento, ressaltando que Tibiriçá foi "um dos nomes fundamentais da música de concerto no Brasil". A instituição enfatizou a importância de sua atuação à frente da Orquestra Sinfônica Municipal em diversos momentos históricos, bem como seu legado marcado pela excelência artística e pela dedicação à formação musical de novos talentos.

Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, publicou homenagem nas redes sociais afirmando que "a música brasileira está de luto". Em seu pronunciamento, Cavalheiro destacou a relevância da contribuição de Tibiriçá para o desenvolvimento artístico e institucional da Orquestra Sinfônica do Paraná, ressaltando que "seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música".

Trajetória profissional e formação musical

A carreira do maestro Roberto Tibiriçá iniciou-se precocemente, aos 8 anos de idade, quando começou a estudar piano. Durante sua formação musical, recebeu instrução de mestres renomados como Dinorah de Carvalho, Antonio Bezzan e Gilberto Tinetti, que contribuíram para sua desenvolvimento técnico e artístico.

Ao longo de sua extensa trajetória profissional, o maestro passou pela direção de algumas das mais importantes instituições musicais brasileiras, incluindo Orquestra Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Osesp e Orquestra Sinfônica do Paraná. Essa passagem por diferentes orquestras permitiu que expandisse sua influência musical por diversos estados e consolidasse sua reputação como regente de excelência.

Atuação no Instituto Baccarelli e Heliópolis

Um dos períodos mais significativos da carreira do maestro Roberto Tibiriçá ocorreu no Instituto Baccarelli. Em 2005, assumiu a posição de diretor artístico da instituição, momento em que liderou um período de expansão e consolidação do projeto musical em Heliópolis. À frente da Orquestra Sinfônica Heliópolis, participou de apresentações de grande impacto cultural e contribuiu substancialmente para a formação artística de centenas de jovens músicos que encontravam na instituição oportunidades de desenvolvimento profissional.

Sua dedicação ao ensino e à formação de novos artistas refletia a filosofia de vida do maestro, que acreditava na transformação social através da música. O trabalho realizado em Heliópolis tornou-se referência nacional de projeto social ligado à formação musical de excelência.

Últimos trabalhos e apresentações memoráveis

Mesmo enfrentando problemas de saúde que debilitaram seu organismo, o maestro Roberto Tibiriçá manteve seu compromisso com as atividades artísticas até os últimos meses de vida. Sua última apresentação ocorreu em 16 de julho, em Londrina, onde dirigiu a Orquestra Sinfônica do Paraná no projeto Guaíra para Todos.

Entre as apresentações mais recentes e memoráveis estava a regência da Sinfonia nº 2, intitulada "Ressurreição", de Gustav Mahler, durante as celebrações dos 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná em 2025. Este concerto de grande envergadura reuniu mais de 200 músicos e coralistas no palco do Guairão, demonstrando a capacidade do maestro de mobilizar grandes contingentes artísticos para realizações de elevado nível técnico e interpretativo.

Cerimônia de despedida e sepultamento

O velório de Roberto Tibiriçá ocorreu no Theatro Municipal de São Paulo com acesso aberto ao público, permitindo que admiradores, colegas, alunos e membros da comunidade musical brasileira pudessem render suas homenagens. A cerimônia de velório iniciou-se no sábado (3), das 18h às 22h, no Salão Nobre do teatro, e prosseguiu no domingo (4), das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos.

O sepultamento foi realizado no domingo (4), às 13h, no Cemitério São Paulo, em local que homenageava sua relevância para a cultura brasileira. O Theatro Municipal expressou solidariedade com familiares, amigos, músicos, alunos e todas as pessoas que fizeram parte da trajetória do maestro Roberto Tibiriçá, afirmando que "seu legado permanece na música brasileira, nas orquestras que regeu e, sobretudo, nas gerações de músicos que tiveram suas trajetórias marcadas por seu trabalho e dedicação à formação musical".

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