Gazeta de Portugal

Lula critica Meta e promete derrotar império digital

Lula critica Meta e promete derrotar império digital
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Presidente faz críticas contundentes à Meta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Meta reinvenção é necessária porque a empresa não pode continuar enganando a humanidade. Durante uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira (22), o chefe do Executivo declarou que a plataforma, proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram, será obrigada a se adequar aos padrões éticos e morais da sociedade.

"A gente vai provar agora que a gente vai derrotar o império digital. A Meta vai ter que ser reinventada porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade todo tempo. Ela já enganou muito. Agora ela vai ter que se enquadrar nos bons costumes e boas maneiras que a sociedade precisa para viver bem," declarou Lula durante a live com o deputado federal André Janones.

Embates entre campanha petista e plataforma

As declarações ocorrem em contexto de intenso confronto entre a campanha do presidente e a empresa de tecnologia. A equipe de Lula acusa a Meta de prejudicar o alcance de suas publicações e de favorecer candidatos da oposição, como Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. A campanha recorreu diversas vezes ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar as práticas da plataforma.

A Meta, por sua vez, nega qualquer favorecimento e afirma que implementou medidas robustas para garantir tratamento igualitário entre todas as campanhas. A empresa mantém posição de que não há discriminação em seus algoritmos e que segue os protocolos estabelecidos pela autoridade eleitoral brasileira.

Defesa do argumento contra algoritmos

Durante a transmissão ao vivo com André Janones, que coordena o canal de WhatsApp "Exército do Lula" com mais de 8,3 milhões de inscritos, Lula reforçou sua posição de que a sociedade deve se opor ao domínio dos algoritmos. O presidente argumentou que a verdade deve prevalecer sobre a mentira e que o argumento é fundamental para a democracia.

"A gente existe para recuperar argumento. Não podemos aceitar ideia de sociedade ser dominada pelos algoritmos ou pela mentira. Nós que acreditamos no argumento temos que batalhar, temos que defender. Sem argumento é a barbárie, é a mentira fácil, a falta de proposta," afirmou o petista, ressaltando que não aceitará que a desinformação vença a verdade nos pleitos democráticos.

Proposta de regulamentação de plataformas

Lula destacou a urgência de regulamentar as plataformas digitais de forma responsável, sem estabelecer censura. Segundo o presidente, crimes praticados na internet devem receber o mesmo tratamento que crimes na vida real, com punições adequadas aos responsáveis.

"Ou a gente toma atitude muito séria e começa a discutir uma regulamentação sem censura de que qualquer crime na internet seja tratado como crime da vida real. As pessoas têm que ser punidas e isso não tem nada de fim de liberdade de expressão. Queremos liberdade de expressão com responsabilidade," explicou o chefe do Executivo.

O presidente apontou que o Brasil já avançou nessa matéria com a aprovação da Lei Eleitoral Digital. Segundo Lula, essa legislação representa a melhor regulamentação já implementada em qualquer país do mundo, servindo como referência internacional para o equilíbrio entre liberdade e responsabilidade nas redes.

Planos para novo mandato

Caso seja reeleito, Lula revelou intenção de criar uma secretaria dedicada à sociedade civil para discutir inclusão financeira. O presidente enfatizou que pessoas com renda reduzida precisam de orientação estatal sobre educação financeira e gestão de recursos.

"As pessoas que ganham R$ 1 mil, R$ 300, R$ 400, essas pessoas precisam de orientação e o Estado tem que assumir essa responsabilidade. Estamos precisando construir coisas novas no país, políticas novas," afirmou Lula durante a transmissão ao vivo.

O presidente também sinalizou que um potencial quarto mandato traria transformações significativas na forma de governar. Lula enfatizou que a participação popular, evidenciada pela mobilização de estudantes, mulheres e trabalhadores, exigirá inovações nas políticas públicas e na gestão do Estado.

"A participação do povo nessa campanha, a saída na rua dos estudantes, mulheres, trabalhadores, vai nos obrigar a fazer um novo jeito de governar esse país. Esperem que vai ter muita novidade. Esse país nunca mais será o mesmo," concluiu o presidente, sinalizando disposição para mudanças estruturais na administração federal caso vença o segundo turno eleitoral.

⏱ 4 min de leitura · 👁 3 leituras Partilhar 𝕏 X f Facebook ✈ Telegram in LinkedIn

Continuar a ler

Criptomoedas

XRP $1.3100 ▼ 2.83%
Cardano (ADA) $0.2138 ▼ 4.19%
Dogecoin (DOGE) $0.0791 ▼ 2.55%

Divisas

USD/EUR0.8925
EUR/GBP0.8377