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Irmã de Lindsey Graham assume assento no Senado americano

Irmã de Lindsey Graham assume assento no Senado americano
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/13/morre-lindsey-graham-senador-estados-unidos.ghtml

Sucessão no Senado após morte de Lindsey Graham

Darline Graham Nordone foi designada para preencher a vaga deixada pela morte inesperada do senador Lindsey Graham no Senado americano. O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, anunciou oficialmente a nomeação durante coletiva de imprensa na segunda-feira, confirmando que a irmã do falecido assumiria o assento pelos meses restantes do mandato que se encerrava em janeiro.

A legislação de Carolina do Sul estabelece que em situações de vacância de senador, compete ao governador estadual a escolha do substituto temporário. Embora não haja obrigatoriedade de indicar membro do mesmo partido político, McMaster, assim como Graham, pertence ao Partido Republicano. Nordone tomaria posse na quarta-feira seguinte ao anúncio, tornando-se a primeira mulher a representar o estado na câmara alta do Congresso americano.

Quem era Lindsey Graham

O senador Lindsey Graham faleceu no sábado aos 71 anos após uma "doença repentina e breve". De acordo com informações divulgadas pela rede NBC, o serviço de emergência foi acionado para uma chamada de parada cardíaca no endereço de Graham em Washington D.C., embora a causa oficial da morte ainda não tenha sido confirmada publicamente.

Graham construiu uma carreira política de mais de três décadas na América do Norte. Nascido em uma família de classe média baixa na cidade de Central, Carolina do Sul, cresceu ajudando seus pais que administravam um bar próximo à residência familiar. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida política, atuando inicialmente como advogado na Justiça Militar.

Sua trajetória eleitoral iniciou em 1992, quando foi eleito deputado estadual. A projeção nacional chegou em 1999, quando integrou a comissão da Câmara que aprovou o processo de impeachment do presidente Bill Clinton. Em 2002, Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, posição que ocuparia pelos vinte e dois anos seguintes.

A relação conturbada com Donald Trump

A relação entre o senador Lindsey Graham e Donald Trump começou de forma turbulenta. Graham havia afirmado publicamente que o então empresário era "inapto para o cargo" e utilizou linguagem depreciativa ao responder a comentários negativos de Trump sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado e veterano da Guerra do Vietnã.

McCain, Graham e o ex-senador Joe Lieberman, independente de Connecticut, eram conhecidos como os "Três Amigos" e viajavam regularmente pelo mundo defendendo uma política externa mais intervencionista dos Estados Unidos. Todavia, Graham alterou significativamente sua postura após a vitória eleitoral de Trump em 2016.

O senador transformou-se em um dos principais aliados presidenciais, mantendo contatos frequentes com Trump e sendo presença constante em partidas de golfe ao seu lado, enquanto McCain permanecia como crítico do presidente. Em entrevista à Associated Press em 2018, Graham explicou a mudança citando ensinamentos de McCain sobre a necessidade de o país prosseguir após eleições, implicando "obrigação" de auxiliar o presidente eleito.

Momentos de afastamento e reconciliação política

Graham chegou a romper publicamente com Trump após a invasão do Capitólio por apoiadores presidenciais em 6 de janeiro de 2021, declarando: "Estou fora. Já chega." Porém, pouco tempo depois voltou a se aproximar de Trump, permanecendo como aliado durante o segundo mandato presidencial.

A mudança de aliança foi acompanhada por alteração no discurso político. Se antes era percebido como mais moderado em questões migratórias, passou a defender posições mais duras alinhadas às de Trump. Enfrentou resistência dentro do próprio partido ao se afastar das alas mais conservadoras, particularmente quando votou favoravelmente a uma juíza indicada pelo presidente Barack Obama para a Suprema Corte.

Atuação em política externa e defesa

Graham defendeu durante anos uma política externa favorável ao uso da força militar pelos Estados Unidos e ao fortalecimento da defesa nacional. Na semana anterior ao seu falecimento, participou de delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e havia anunciado acordo para avançar em pacote de maiores sanções americanas à Rússia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou estar "profundamente entristecido" com a morte de Graham, descrevendo-o como "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam nosso mundo mais seguro." Recentemente, Graham presidia a Comissão de Orçamento do Senado e integrava também as comissões de Apropriações, Judiciária e de Meio Ambiente e Obras Públicas.

Repercussão nacional e internacional

Donald Trump manifestou pesar pela morte do senador na rede social Truth Social, classificando-o como "uma das melhores pessoas". "Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!! Muito triste!", publicou o presidente.

O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano de Dakota do Sul, afirmou que seu "coração estava pesado" ao saber da morte do colega. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, também lamentou a morte, descrevendo Graham como "um grande amigo de Israel" e "querido amigo pessoal".

A sucessora: Darline Graham Nordone

Darline Graham Nordone era a pessoa viva mais próxima de Lindsey Graham, que nunca se casou e não tinha filhos. O senador ajudou a criar a irmã após a perda dos pais durante a infância. Sua nomeação representa marco histórico para Carolina do Sul, tornando-a primeira mulher a representar o estado no Senado americano, permanecendo no cargo até 3 de janeiro quando encerrar-se-ia o mandato de Graham.

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