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Gasolina E32 é aprovada e Brasil reduz importação

Gasolina E32 é aprovada e Brasil reduz importação
Fonte: g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/06/20/gasolina-com-32percent-de-etanol-sera-aprovado-na-quarta-feira-24-diz-alckmin.ghtml

Gasolina com 32% de etanol recebe aprovação do governo federal

A gasolina com 32% de etanol será oficialmente aprovada na próxima quarta-feira (24) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), conforme anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin durante visita a Mato Grosso no sábado (20). A mudança representa um incremento significativo na mistura de combustível renovável, elevando o percentual que atualmente está em 30% (E30).

Segundo Alckmin, a gasolina com 32% de etanol trará múltiplos benefícios para o país, incluindo redução de custos para o consumidor, diminuição de impactos ambientais e estímulo ao setor agroindustrial brasileiro. O vice-presidente destacou durante o pronunciamento que a medida aproveita a vasta produção nacional de etanol, particularmente o derivado de milho.

Impacto na importação e autossuficiência energética

De acordo com informações do governo federal, a implementação da gasolina com 32% de etanol resultará em redução de aproximadamente 500 milhões de litros por mês na necessidade de importação de gasolina. Este volume é suficiente para eliminar completamente a dependência externa do Brasil no abastecimento de combustível, posicionando a nação em condição de autossuficiência energética.

A mudança integra as estratégias da Lei do Combustível do Futuro, um marco regulatório desenvolvido para ampliar o uso de energias renováveis e reduzir as emissões no setor de transportes. Cabe lembrar que em agosto de 2025, uma política anterior elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

Características temporárias e possível prorrogação

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida possui caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias. O período pode ser prorrogado por igual intervalo mediante nova decisão do Conselho Nacional de Política Energética, permitindo que o governo avalie os resultados antes de uma possível continuidade.

A proposta também deve melhorar significativamente a logística do setor de distribuição, liberando infraestrutura que atualmente está destinada à importação de gasolina. Essa liberação aumentará a eficiência na distribuição de outros derivados do petróleo, como o diesel.

Produção de etanol de milho em expansão

A gasolina com 32% de etanol depende fundamentalmente da produção nacional de etanol de milho, que representa um dos principais pilares da expansão dos biocombustíveis no Brasil. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no país, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Destaque para Mato Grosso na produção

O Centro-Oeste é responsável pela maior parte dessa produção, com particular destaque para Mato Grosso, que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil. O estado concentra sozinho aproximadamente 70% de toda a oferta nacional de etanol de milho. Em seguida aparecem Goiás e Mato Grosso do Sul.

Na safra mais recente, a produção estadual de etanol atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros, com projeções indicando um crescimento superior a 16% nos próximos ciclos de produção. Esse crescimento sustentado coloca Mato Grosso como ator central na viabilidade da gasolina com 32% de etanol em escala nacional.

Benefícios ambientais e econômicos da medida

A adoção da gasolina com 32% de etanol representa um avanço importante para a sustentabilidade ambiental. O etanol é uma fonte renovável que reduz as emissões de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina convencional. Além disso, o combustível com maior concentração de etanol contribui para melhorar a qualidade do ar nas grandes centros urbanos.

No aspecto econômico, a medida beneficia tanto os consumidores quanto os produtores. Para os motoristas, a expectativa é de redução nos preços do combustível. Para o setor agroindustrial, há estímulo significativo à produção de etanol e seus subprodutos, como o DDG (Grãos Secos de Destilaria), que também serve como ração animal de alto valor nutritivo.

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