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EUA realiza operações militares contra narcotráfico no Equador

EUA realiza operações militares contra narcotráfico no Equador
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Operações militares contra narcotráfico intensificam-se no Equador

As operações militares contra narcotráfico no norte do Equador ganham novo impulso com a chegada de equipamentos e pessoal americano. Os Estados Unidos e o governo equatoriano intensificam esforços conjuntos para combater redes criminosas que operam na região fronteiriça com a Colômbia, uma das áreas mais críticas para o tráfico internacional de drogas na América do Sul.

Washington e Quito mantêm parcerias operacionais há vários meses para desmantelar estruturas de narcotráfico que alimentam a violência generalizada no país. O governador da província de Esmeraldas, Juan Jaramillo, confirmou o desdobramento afirmando que "estamos no sétimo grupo do Exército dos Estados Unidos, estamos trabalhando em conjunto na luta contra o narcoterrorismo", embora tenha evitado divulgar números específicos de tropas ou datas exatas de início das operações.

Escudo das Américas: coalizão antidrogas liderada por Trump

As iniciativas operacionais integram-se ao acordo denominado Escudo das Américas, uma coalizão internacional antidrogas que reúne aproximadamente vinte nações da América Latina e do Caribe. Esta frente estratégica, liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa um esforço coordenado para interromper fluxos de narcóticos que alcançam mercados norte-americanos e europeus.

As operações contra narcotráfico ocorrem sob sigilo operacional, refletindo a sensibilidade política e os riscos envolvidos nas atividades de combate ao crime organizado. A estratégia busca neutralizar grupos criminosos que utilizam infraestruturas portuárias do Pacífico como pontos de exportação de substâncias ilícitas.

Reforços militares chegam à região costeira

O ministro da Defesa equatoriano, Gian Carlo Loffredo, anunciou na quinta-feira (20) o deslocamento de dois navios de guerra e três helicópteros Black Hawk americanos para reforçar operações nas zonas marítimas e municípios litorâneos, incluindo Manta, conhecida por elevados índices de criminalidade. "Vamos triplicar nossas capacidades de interdição na zona marítima", declarou o ministro em comunicado divulgado nas redes sociais.

Estes reforços representam escalação significativa das operações contra narcotráfico na região, fornecendo recursos aéreos e navais de ponta para interceptação de embarcações suspeitas e operações de patrulha costeira. A presença de navios de guerra e helicópteros amplia substancialmente a capacidade operacional de vigilância e interdição.

Crise de segurança no Equador requer medidas extraordinárias

A província costeira de Esmeraldas enfrenta realidade de violência alarmante, com grupos de narcotráfico responsáveis por assassinatos frequentes, sequestros direcionados e esquemas de extorsão. Estes criminosos dominam portos do Pacífico, utilizando-os sistematicamente para exportação de drogas para mercados externos.

O presidente Daniel Noboa, de orientação política de direita, implementa desde sua posse em 2023 política de segurança rigorosa visando reduzir índices de criminalidade. Apesar das medidas, estatísticas de homicídio permanecem em patamares críticos, atingindo recorde de cinquenta e dois mortes a cada cem mil habitantes no ano anterior.

Marcos regulatórios facilitam atuação de militares americanos

O governo equatoriano publicou decreto autorizando militares americanos a permanecerem em solo equatoriano por até cento e oitenta dias sem requisitos de visto, além de conceder imunidade migratória a estes contingentes. Este marco regulatório foi aprovado administrativamente para agilizar operações de segurança bilateral.

Contudo, em referendo realizado em dois mil e vinte e cinco, cidadãos equatorianos rejeitaram estabelecimento de bases militares permanentes americanas no território nacional, refletindo preocupações públicas sobre soberania e presença militar estrangeira.

Operações aéreas controversas no contexto regional

Trump promove estratégia antidrogas que incorpora bombardeios e operações terrestres em escala continental. Em dois mil e vinte e cinco, sua administração iniciou campanha de bombardeios contra embarcações suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas no Caribe e no Oceano Pacífico, resultando em aproximadamente duzentos e quinze óbitos até o momento.

Organizações de direitos humanos, particularmente Human Rights Watch, e meios de comunicação internacionais apontam participação americana em bombardeios a embarcações pesqueiras equatorianas, com registro de pelo menos oito desaparecimentos associados a estas operações. Washington contestou estas alegações, enfatizando o combate ao narcotráfico.

Ações de enforcement contra redes criminosas

Washington anunciou bloqueio de dez embarcações pesqueiras equatorianas acusadas de narcotráfico, complementado por sanções direcionadas contra quinze indivíduos envolvidos em operações de tráfico de drogas no Equador. Estas medidas fazem parte de estratégia mais ampla de desmantelamento de infraestruturas criminosas no território equatoriano.

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