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Caracas registra novo tremor de 4,9 na Venezuela

Caracas registra novo tremor de 4,9 na Venezuela
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/26/novo-tremor-de-magnitude-49-e-sentido-em-caracas-na-venezuela.ghtml

Novo tremor abala Caracas na Venezuela

Um tremor de magnitude 4,9 foi registrado em Caracas na Venezuela nesta sexta-feira (26), confirmado por testemunhas presentes no local. O tremor em Caracas representa a continuação da sequência sísmica que vem afetando a região desde quarta-feira (24), embora com intensidade significativamente menor em relação aos sismos anteriores que desencadearam a tragédia.

Apesar de sua magnitude reduzida, o tremor em Caracas ainda representa um risco considerável. Muitas estruturas na capital venezolana já se encontram danificadas ou fragilizadas pelos abalos anteriores, tornando-as vulneráveis a novos impactos sísmicos. Especialistas alertam que mesmo tremores de menor intensidade podem causar danos adicionais e desabamentos em edifícios já comprometidos pela atividade sísmica dos dias anteriores.

Balanço de vítimas sobe para 920 mortos

O número de mortos decorrentes dos terremotos na Venezuela subiu para 920 pessoas, conforme balanço atualizado divulgado pelo governo venezuelano às 14h20 (horário de Brasília) nesta sexta-feira (26). Além disso, o governo registra 3.360 pessoas feridas, tendo ressalvado que estes números são provisórios e tendem a aumentar conforme avançam os trabalhos de resgate e contagem de vítimas nas áreas afetadas.

As estimativas internacionais apontam para um panorama ainda mais crítico. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o número final de vítimas fatais pode ser consideravelmente maior, levando em consideração a magnitude dos tremores, a baixa estrutura de proteção das construções, e a elevada densidade populacional das zonas atingidas. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estima que há mais de 50 mil pessoas desaparecidas na tragédia.

Situação dos desaparecidos e destruição

Segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, ainda existem 172 pessoas presas entre os escombros. O governo também registrou 383 edifícios que foram totalmente destruídos ou sofreram danos estruturais graves. Estes números reforçam a magnitude da catástrofe que afeta a nação venezuelana desde os sismos de quarta-feira.

A destruição foi particularmente severa em La Guaira, região costeira localizada nos arredores de Caracas. A área foi designada como "zona de desastre" pelo governo, e agora será "militarizada" conforme anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez. Vídeos e imagens compartilhados nas redes sociais documentam diversos edifícios que desabaram completamente, revelando a extensão dos danos causados pelos tremores sucessivos.

Operações de resgate em andamento

Equipes de resgate trabalham incansavelmente para localizar desaparecidos e retirar sobreviventes dos escombros das construções destruídas. As operações enfrentam desafios significativos devido à quantidade de entulho e à instabilidade estrutural das áreas afetadas, especialmente após o novo tremor de magnitude 4,9 que atingiu Caracas.

Diversos países, incluindo Estados Unidos e Brasil, anunciaram o envio de equipes de auxílio humanitário e resgate especializado para apoiar as operações de busca e salvamento na Venezuela. Nesta sexta-feira (26), as primeiras equipes começaram a chegar ao território venezuelano para colaborar com os esforços locais de resposta à catástrofe.

Contexto dos terremotos iniciais

Os dois terremotos principais que abalaram a Venezuela ocorreram na noite de quarta-feira (24), com um intervalo de menos de um minuto entre eles, separados por uma distância de aproximadamente 5 quilômetros. O epicentro do tremor mais intenso foi localizado na cidade de El Guayabo, a 168 quilômetros da capital Caracas.

As magnitudes registradas foram de 7,2 e 7,5, caracterizando os sismos como os mais fortes a atingir a Venezuela em mais de um século. A profundidade reduzida dos tremores amplificou significativamente os seus efeitos destrutivos, uma vez que abalos sísmicos mais próximos da superfície terrestre geram ondas de maior intensidade nas regiões afetadas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos calculou que, considerando estas variáveis, o número de mortos poderia ultrapassar 10 mil pessoas.

Impacto nas infraestruturas da capital

O aeroporto internacional de Caracas foi fechado como medida de segurança após os terremotos. Réplicas foram registradas em diversas cidades costeiras próximas à capital, como La Guaira, que enfrentou destruição significativa. A combinação entre a intensidade dos sismos, a profundidade rasa, e a localização em áreas densamente povoadas transformou o evento em uma tragédia de proporções sem precedentes para a nação.

As autoridades continuam avaliando a situação geral e coordenando esforços de resposta humanitária enquanto novos tremores, como o registrado em Caracas nesta sexta-feira, mantêm a população em alerta e prejudicam os trabalhos de resgate que ocorrem nas estruturas já comprometidas pela atividade sísmica anterior.

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