Gazeta de Portugal

Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia

Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia
Brasil e mais de 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia O Brasil se uniu a quase 100 países em um comunicado conjunto nesta quarta-feira (18), em repúdio à decisão do governo de Israel de reabrir o registro de terras na Cisjordânia ocupada. A medida permitirá aos colonos israelenses comprarem terras definitivas na região, o que é visto pelos palestinos como uma "anexação de fato". Essa decisão unilateral de Israel foi fortemente criticada pelas nações que compõem o comunicado, que enfatizaram que ela vai de encontro ao direito internacional e coloca em risco os esforços em prol da paz e da estabilidade na região. Países como Estados Unidos, Vaticano e diversas nações europeias não se manifestaram a favor da medida. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) divulgou a nota conjunta no fim do dia, reafirmando o compromisso de adotar medidas para contribuir com a concretização do direito do povo palestino à autodeterminação e para enfrentar políticas ilegais de assentamentos no Território Palestino Ocupado. Além disso, a nota ressalta a importância de seguir a solução de dois Estados como a única forma de garantir segurança e estabilidade na região. A Cisjordânia, que está entre as áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio, é uma região estrategicamente importante do ponto de vista militar. A maior parte do território está sob controle militar de Israel, com a Autoridade Palestina administrando apenas algumas áreas com autonomia limitada. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, justificou a medida como uma questão de segurança vital. Já o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que se trata de uma resposta às ações ilegais de registro de terras promovidas pela Autoridade Palestina. No entanto, a presidência palestina condena a ação e a vê como uma anexação de fato do território palestino ocupado. É importante ressaltar que a anexação de terras de outra nação é considerada um ato ilegal pelo direito internacional. Ações como essa prejudicam os esforços para alcançar uma solução pacífica para o conflito entre Israel e Palestina e violam os direitos do povo palestino. Neste sentido, o comunicado conjunto é uma demonstração clara de que a comunidade internacional está atenta e não irá permitir que medidas unilaterais e ilegais continuem sendo tomadas em detrimento da paz e estabilidade na região. Os países reiteram seu compromisso de seguir as resoluções das Nações Unidas e os termos de referência de Madri, que incluem o princípio de terra por paz, a fim de alcançar uma paz justa e duradoura entre as partes. A solução de dois Estados, onde uma Palestina independente e soberana e Israel vivem lado a lado em paz e segurança, é a única forma de se chegar a uma paz duradoura na região. Essa solução é apoiada pela comunidade internacional e é vista como a única maneira de acabar com a ocupação israelense iniciada em 1967 e garantir a paz e estabilidade na região. Portanto, é fundamental que Israel respeite o direito internacional e pare de tomar medidas unilaterais que visam consolidar a ocupação e prejudicar os esforços de paz na região. As nações que compõem o comunicado estão dispostas a colaborar e apoiar a construção de uma paz duradoura entre Israel e Palestina, com base no diálogo e no respeito ao direito internacional. Em tempos de incertezas e conflitos ao red
⏱ 4 min de leitura · 👁 3 leituras Partilhar 𝕏 X f Facebook ✈ Telegram in LinkedIn

Continuar a ler