Binance e banco francês: como hackers roubaram bilhões

Binance e Crédit Mutuel Arkéa: dois ataques hackers que chocaram o mundo financeiro
A Binance, maior corretora de criptomoedas do planeta, e o Crédit Mutuel Arkéa, banco francês tradicional, sofreram ataques hackers em intervalo de apenas sete dias. Os criminosos desviaram valores astronômicos através de métodos distintos, revelando a sofisticação crescente das operações de cibercrime. O ataque à Binance resultou em perdas de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões), configurando-se como o maior roubo de criptomoedas já documentado na história.
Enquanto a Binance sofreu invasão direta de suas carteiras digitais, o banco francês Crédit Mutuel Arkéa teve seus sistemas corporativos comprometidos, com subsequente conversão dos valores roubados em criptomoedas. Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, explica ao G1 que essa conversão para ativos digitais representa um mecanismo crucial para facilitar a transferência internacional dos valores desviados.
Como os hackers invadiram a Binance
A investigação inicial conduzida pela própria Binance aponta que o computador pessoal de um engenheiro da empresa pode ter servido como ponto de entrada para os criminosos. Segundo comunicado oficial, o equipamento comprometido foi utilizado para acessar sistemas internos e executar saques não autorizados de criptomoedas.
A equipe de segurança da corretora rastreou meticulosamente toda a trajetória do ataque através do notebook infiltrado. Posteriormente, a empresa identificou múltiplos pontos adicionais de invasão, indicando uma operação coordenada e bem planejada por parte dos agressores.
Mark Karpeles, ex-presidente da corretora Mt Gox, forneceu análises relevantes à agência Reuters sobre o ocorrido. Segundo ele, os invasores provavelmente obtiveram acesso às chaves privadas de pelo menos duas carteiras pertencentes à Binance. Karpeles observou que, embora a Binance tenha implementado uma estratégia de fragmentação de ativos entre vários sistemas para limitar perdas em potenciais violações, um único ataque ainda resultou em valores colosais.
A TRM Labs, empresa especializada em análise de blockchain, declarou possuir
