Investigadores revelaram um novo modelo de detecção por inteligência artificial (IA) que pode auxiliar na localização precisa de tumores cancerígenos em imagens de mama. Embora não substitua a ressonância magnética (RM), essa ferramenta pode ser utilizada para aumentar a precisão e eficácia do rastreio por RM de mama, segundo os autores.
O câncer de mama é uma das doenças mais comuns entre as mulheres, representando cerca de 25% dos casos de câncer em todo o mundo. A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento, pois quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Por isso, o rastreio por RM de mama é uma técnica amplamente utilizada para identificar possíveis tumores.
No entanto, mesmo com o avanço da tecnologia, a detecção de câncer de mama ainda pode ser um desafio. Algumas vezes, os tumores podem ser muito pequenos ou estarem em uma posição de difícil visualização, o que pode levar a resultados falsos negativos. Por isso, os pesquisadores estão constantemente buscando novas formas de melhorar a precisão do diagnóstico.
Foi nesse contexto que uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo modelo de detecção por IA para auxiliar no rastreio por RM de mama. O estudo foi publicado recentemente na revista científica Nature Communications.
O modelo de IA foi treinado com mais de 900 imagens de ressonância magnética de mama, incluindo casos de tumores benignos e malignos. Em seguida, os pesquisadores testaram a precisão do modelo em uma nova série de imagens, comparando os resultados com os diagnósticos feitos por radiologistas especializados.
Os resultados foram impressionantes. O modelo de IA conseguiu identificar corretamente 90% dos tumores malignos, enquanto os radiologistas alcançaram uma taxa de acerto de 77%. Além disso, o modelo também reduziu significativamente o número de falsos negativos, que são casos em que o tumor não é detectado.
Segundo os pesquisadores, a precisão do modelo de IA pode ser explicada pela sua capacidade de analisar as imagens de forma mais detalhada e minuciosa do que os seres humanos. Além disso, o modelo também aprende e melhora a cada nova imagem analisada, tornando-se mais eficiente com o tempo.
É importante destacar que o modelo de IA não tem como objetivo substituir a ressonância magnética, mas sim complementá-la. A ressonância magnética é uma técnica de imagem extremamente sensível e precisa, mas que pode ser afetada por fatores como a densidade do tecido mamário. Já o modelo de IA pode ser utilizado para confirmar ou refutar os resultados da ressonância magnética, aumentando a confiabilidade do diagnóstico.
Além disso, o modelo de IA também pode auxiliar no rastreio de pacientes com histórico familiar de câncer de mama ou com maior predisposição genética para a doença. Nesses casos, a ressonância magnética é frequentemente recomendada, mas o custo e a disponibilidade dessa técnica podem ser um obstáculo. Com o modelo de IA, é possível realizar um rastreio mais acessível e eficaz.
Apesar de ser um estudo promissor, os pesquisadores destacam que ainda é necessário a realização de testes clínicos em larga escala antes que o modelo de IA possa ser implementado na prática clínica. No entanto, os resultados até o momento são bastante encorajadores e podem trazer grandes avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de mama.
Esse novo modelo de detecção por IA é apenas mais um exemplo de como a tecnologia pode ser uma grande aliada na

