Os modelos já não causam o mesmo impacto que nos anos 1970, mas continuam sendo uma influência forte na moda, mesmo após três anos da morte da icônica estilista.
Nos anos 70, a moda era marcada por modelos com corpos esguios e traços delicados, como Twiggy e Lauren Hutton. E foi nessa década que a famosa estilista Yves Saint Laurent lançou sua coleção “Le Smoking”, que trouxe a calça social feminina para o guarda-roupa das mulheres.
No entanto, a década de 1970 também foi marcada por uma revolução na moda, com a ascensão do movimento punk e a quebra dos padrões estabelecidos. Foi nesse contexto que a estilista Vivienne Westwood ganhou destaque, com suas peças ousadas e irreverentes.
Apesar de todas essas mudanças e novidades, os modelos ainda eram uma parte fundamental da indústria da moda. Eles eram os responsáveis por apresentar as criações dos estilistas nas passarelas, e suas imagens eram amplamente divulgadas em revistas e campanhas publicitárias.
No entanto, com o passar dos anos, os modelos começaram a perder o protagonismo na moda. A década de 1980 trouxe uma estética mais exagerada e extravagante, com as supermodelos dominando as capas de revistas e as passarelas. E nos anos 90, a moda grunge trouxe uma nova estética, com modelos mais “reais” e com uma beleza menos convencional.
Mas foi nos anos 2000 que os modelos começaram a perder espaço de vez. Com o surgimento das redes sociais e a democratização da moda, as pessoas passaram a buscar referências de estilo em influenciadores digitais e celebridades, ao invés de modelos.
Além disso, a indústria da moda começou a ser questionada por seus padrões de beleza inalcançáveis e pela falta de diversidade em seus desfiles e campanhas. As marcas foram pressionadas a incluir modelos de diferentes etnias, tamanhos e idades em suas criações.
Com todas essas mudanças, muitos acreditavam que os modelos estavam com seus dias contados. No entanto, mesmo com a evolução da moda e a quebra de paradigmas, eles ainda continuam sendo uma influência importante e presente na indústria.
E isso é evidente quando olhamos para a trajetória de grandes estilistas e marcas. Karl Lagerfeld, por exemplo, foi um dos grandes responsáveis por transformar a Chanel em uma marca de sucesso, e sempre foi um defensor dos modelos em suas criações. E até hoje, a marca continua apostando em modelos para representar suas coleções.
Além disso, ainda existem modelos que conseguem se destacar e se tornar referência na moda. Gisele Bündchen, por exemplo, foi uma das primeiras modelos a se tornar uma celebridade e a conquistar o mundo da moda com sua beleza e carisma. E até hoje, ela continua sendo uma das modelos mais influentes e bem-sucedidas do mundo.
Outro exemplo é a modelo Ashley Graham, que se tornou um símbolo de empoderamento feminino ao quebrar os padrões de beleza impostos pela indústria da moda. Ela se tornou a primeira modelo plus size a estampar a capa da revista Sports Illustrated e a ser contratada por grandes marcas, como a Victoria’s Secret.
Além disso, os modelos ainda são uma parte fundamental dos desfiles de moda, que continuam sendo um dos principais eventos do mundo fashion. Eles são os responsáveis por dar vida às criações dos estilistas e por transmitir a mensagem que eles querem passar com suas coleções.
Portanto, mesmo após três anos da morte da estilista Yves Saint Laurent, os modelos ainda são uma influência forte e presente na moda.

