As redes sociais têm se tornado uma ferramenta cada vez mais importante para os meios de comunicação nos últimos anos. E com a crescente influência da tecnologia e da internet, é quase impossível pensar em uma empresa de comunicação que não utilize essas plataformas para disseminar informações e se conectar com o público. No entanto, recentemente, uma investigação da EUvsDisinfo revelou uma descoberta preocupante: as páginas do Facebook ligadas aos meios de comunicação russos Russia Today (RT) e Sputnik estavam entre os parceiros ativos da Meta, mesmo depois de sofrerem sanções financeiras da União Europeia (UE).
A Meta, anteriormente conhecida como Facebook, é uma das maiores redes sociais do mundo e possui mais de 2,5 bilhões de usuários ativos mensais. A plataforma é utilizada por muitas empresas de comunicação como uma ferramenta importante para atingir seu público e disseminar notícias e informações. No entanto, a investigação da EUvsDisinfo levantou preocupações sobre a relação dessas páginas com a Rússia e como isso poderia afetar a disseminação de informações na plataforma.
A investigação revelou que a RT e a Sputnik, que são controladas pelo governo russo, continuaram a ser parceiras ativas da Meta apesar de sofrerem sanções financeiras da UE. Essas sanções foram impostas em 2019, após a Rússia anexar a Crimeia em 2014 e se envolver em conflitos na Ucrânia. As sanções proíbem empresas e indivíduos da UE de fornecerem serviços financeiros às empresas controladas pelo governo russo, incluindo a RT e a Sputnik.
Após a descoberta, a Meta suspendeu temporariamente as parcerias com as duas empresas russas e afirmou estar revisando a situação. No entanto, a investigação também revelou que a parceria entre a Meta e as páginas do RT e Sputnik continuaram ativas por mais de dois anos após as sanções financeiras da UE.
Isso levantou questionamentos sobre o papel da Meta na disseminação de informações controladas pelo governo russo e como isso pode afetar a liberdade de imprensa. A Rússia é conhecida por sua postura autoritária em relação à mídia e muitas vezes é acusada de espalhar propaganda e desinformação através de seus meios de comunicação controlados pelo governo.
Essa descoberta também levanta preocupações sobre o papel das redes sociais no cenário político global. Com o aumento das fake news e da desinformação nas redes sociais, é importante que as plataformas tomem medidas para garantir a disseminação de informações precisas e confiáveis. A parceria entre a Meta e as páginas do RT e Sputnik pode minar esses esforços e afetar a credibilidade das notícias compartilhadas na plataforma.
Além disso, essa descoberta também coloca em questão a responsabilidade das empresas de tecnologia em relação às suas parcerias. Afinal, as redes sociais têm um papel significativo na disseminação de informações e é importante que essas plataformas sejam transparentes sobre suas parcerias e tomem medidas para evitar a disseminação de informações tendenciosas e manipuladas.
No entanto, é importante ressaltar que a Meta não é a única plataforma de redes sociais a enfrentar esse tipo de situação. Em 2020, o Twitter também suspendeu a parceria com a RT e a Sputnik após as sanções financeiras da UE. Isso mostra que as empresas de tecnologia precisam ser mais cuidadosas em suas parcerias e garantir que não estejam contribuindo para a disseminação de informações manipuladas e tendenciosas.
Apesar dessas preocupações, é importante lembrar que as redes sociais também desempenham um papel

