Associação de defesa do consumidor DECO afirma que o interior do país é a zona mais deserta de agências bancárias. Nalguns casos, os clientes têm que percorrer dezenas de quilómetros para ter acesso aos serviços bancários. A redução de funcionários e a escassez de caixas multibanco são fatores que agravam este cenário.
Com a crescente digitalização dos serviços bancários, é notório que as agências físicas estão a diminuir em todo o país, mas é no interior que essa realidade é ainda mais evidente. Segundo a DECO, o interior do país é a zona com menor densidade bancária, o que significa que existem menos agências e caixas multibanco por habitante do que nas grandes cidades.
Esta realidade é preocupante, uma vez que a maioria dos serviços bancários ainda requerem o contato presencial. Além disso, muitos consumidores das zonas rurais e do interior não têm acesso aos meios digitais, o que aumenta a sua dependência das agências físicas.
Um dos principais fatores apontados pela DECO para esta falta de agências bancárias é a redução de funcionários. Com menos pessoal disponível, os bancos optam por encerrar agências em zonas menos rentáveis, como é o caso do interior do país. A falta de pessoal também se reflete no tempo de espera e no atendimento ao cliente, que muitas vezes é insuficiente e pouco eficiente.
Outro fator que agrava esta situação é a escassez de caixas multibanco. Nas aldeias e vilas do interior, é comum não existirem multibancos ou existirem em número muito reduzido. Como resultado, os clientes são obrigados a percorrer grandes distâncias para levantarem dinheiro ou realizarem outras operações bancárias.
Para além dos problemas logísticos, esta realidade também tem impactos económicos e sociais. Com menos agências e caixas multibanco, as pequenas empresas e comércios locais têm dificuldade em receber pagamentos e realizar transações bancárias, o que afeta a sua atividade e sustentabilidade. Além disso, as populações mais idosas e com menos acesso às tecnologias digitais são as mais prejudicadas, tornando-se ainda mais dependentes da ajuda de familiares ou amigos para gerir as suas finanças.
É importante que os bancos encontrem soluções para inverter esta realidade e melhorar a acessibilidade dos serviços bancários no interior do país. Uma das medidas que a DECO defende é a criação de parcerias entre os bancos e os espaços públicos, como os correios, farmácias e lojas, para disponibilizar terminais multibanco ou balcões de atendimento. Além disso, as agências bancárias que ainda existem nestas zonas devem ser reforçadas com mais funcionários, para melhorar o atendimento e diminuir os tempos de espera.
Por outro lado, os consumidores também podem adotar medidas para contornar esta dificuldade. A utilização de meios de pagamento alternativos, como cartões de débito e crédito, pode diminuir a necessidade de levantamentos em dinheiro. Além disso, os clientes podem também optar por aderir aos serviços bancários online, que permitem a realização de operações sem sair de casa.
É urgente que sejam tomadas medidas para garantir a igualdade de acesso aos serviços bancários em todo o país, independentemente da zona geográfica. O interior do país não deve ser deixado para trás no avanço tecnológico e no desenvolvimento dos serviços bancários. É necessário encontrar um equilíbrio entre a digitalização e a presença física, de forma a garantir que todos os consumidores, incluindo os das zonas rurais e do interior, tenham acesso a serviços bancários de qualidade.
Em conclus

