O antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, fez recentemente uma forte crítica aos líderes africanos e à relação entre Europa e África. Em uma entrevista, ele afirmou que ambos os continentes estão vivendo em uma ilusão e que os líderes africanos se comportam como crianças compradas com um chupa-chupa.
Lopes, que ocupou o cargo de secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para África por 5 anos, é uma figura respeitada no cenário político e econômico internacional. Sua opinião sobre a relação entre Europa e África é contundente e traz à tona um debate necessário sobre o futuro desses continentes.
De acordo com Lopes, a Europa e a África estão presas em uma ilusão de que a Europa é a solução para os problemas da África. Ele afirma que os líderes africanos se contentam em serem vistos como “crianças inocentes” pela Europa, que os presenteia com ajuda financeira e promessas vazias. Lopes acredita que essa relação paternalista é prejudicial para o desenvolvimento da África e que os líderes africanos precisam se libertar dessa mentalidade.
O antigo secretário executivo também critica a forma como os líderes africanos se comportam em relação à Europa. Ele compara a atitude dos líderes com a de crianças que são compradas com um simples chupa-chupa. Segundo Lopes, os líderes africanos se contentam com migalhas e favores da Europa, em vez de exigirem uma relação de igualdade e respeito.
Essa crítica de Lopes levanta uma importante questão: será que a África precisa mesmo da Europa para se desenvolver? A resposta é não. A África é um continente rico em recursos naturais e com um grande potencial econômico. Porém, a dependência da ajuda externa tem impedido o seu crescimento e desenvolvimento pleno.
Lopes destaca que a África tem todas as condições para gerar seu próprio crescimento e desenvolvimento. O continente tem uma população jovem e uma imensa riqueza em recursos naturais, além de estar em constante crescimento econômico. No entanto, a falta de liderança e a dependência da ajuda externa têm impedido que esse potencial seja explorado.
Além disso, Lopes também aponta que a Europa deve repensar sua relação com a África. A ajuda financeira e os acordos comerciais não são suficientes para promover um verdadeiro desenvolvimento na África. É preciso uma parceria baseada na igualdade e no respeito mútuo, em que ambos os continentes possam se beneficiar.
O antigo secretário executivo da Comissão Econômica das Nações Unidas para África conclui sua crítica afirmando que os líderes africanos precisam assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento de seus próprios países e que a Europa deve ser vista apenas como uma parceira, não como uma solução.
Essa crítica de Carlos Lopes é um alerta para que os líderes africanos se libertem da dependência da ajuda externa e busquem desenvolver seus países de forma independente. Além disso, é um convite para que a Europa repense sua relação com a África e passe a enxergá-la como uma parceira igual e não como uma criança que precisa ser “comprada” com favores.
É preciso que os líderes africanos assumam a responsabilidade pelo desenvolvimento de seus países e que a Europa reconheça o potencial e a importância da África. A cooperação entre os continentes pode trazer benefícios mútuos e promover um crescimento sustentável e equilibrado.
Esperamos que essa crítica de Carlos Lopes sirva como uma reflexão para ambos os continentes e que, j

