O líder do partido político Chega, André Ventura, causou polêmica recentemente ao afirmar que sua organização não irá “olhar para o lado ou ignorar” questões importantes como corrupção, imigração, enriquecimento ilícito, subsidiodependência e aumento de cargos no governo apenas para garantir estabilidade. A declaração vem em meio a um momento conturbado na política portuguesa, com a pandemia de Covid-19 expor falhas e desafios em áreas essenciais da sociedade.
Com a promessa de um partido “sem medo”, o Chega defende uma agenda conservadora e de extrema direita, ganhando força nas eleições legislativas de 2019, onde conquistou um assento no Parlamento. Desde então, André Ventura tem sido uma figura polarizadora na política portuguesa, com seus discursos controversos e posições inflexíveis. No entanto, sua afirmação de não ficar indiferente a problemas que afetam diretamente a sociedade, demonstra um comprometimento em lutar por mudanças reais.
Um dos pontos-chave do partido é o combate à corrupção, um problema frequentemente denunciado pelos portugueses e que até agora não teve uma solução efetiva. Ventura acredita que é preciso tomar medidas drásticas para acabar com práticas corruptas e punir os responsáveis. Além disso, o Chega propõe medidas para maior transparência e prestação de contas no governo, para que a população possa confiar em seus representantes e em suas decisões.
Outra questão abordada por Ventura é a imigração, um tema sensível em Portugal, especialmente durante a crise migratória na Europa. Enquanto outros políticos tendem a adotar uma postura mais moderada, o líder do Chega é conhecido por suas visões mais extremistas. No entanto, sua afirmação de que o partido não irá ignorar a imigração sugere que ele está disposto a enfrentar o problema de forma direta e tomar medidas para regular o fluxo de pessoas no país.
O enriquecimento ilícito é um assunto cada vez mais abordado na política portuguesa, especialmente após o escândalo de corrupção que envolveu o ex-primeiro ministro José Sócrates e outros membros proeminentes do Partido Socialista. Com promessas de transparência, o Chega busca combater o enriquecimento ilegal e garantir que o dinheiro público seja utilizado corretamente, em benefício da sociedade.
A subsidiodependência, que se refere à dependência do Estado por parte de certos grupos sociais, é um problema que afeta diretamente as finanças públicas e o bem-estar da população. Decisões políticas que contribuem para esse cenário comprometem o crescimento econômico e a criação de novos empregos. O Chega propõe medidas para reduzir a subsidiodependência e garantir que o Estado atue como facilitador e não como provedor.
Por fim, a questão do aumento de cargos no Estado é uma realidade que tem preocupado muitos portugueses, especialmente com a crise econômica causada pela pandemia. O excesso de burocracia e a criação de novos cargos apenas para assegurar alianças ou favorecer políticos são práticas que o Chega pretende extinguir. O partido defende a diminuição do tamanho do Estado e a efetivação de uma gestão mais eficiente e meritocrática.
Apesar de suas posições duras e controversas, a afirmação de André Ventura se mostrou coerente com a postura do partido. Em vez de buscar agradar a todos ou manter uma imagem de estabilidade, o Chega opta por enfrentar de frente os problemas e propor ações concretas. É inegável que o partido tem

