O eurodeputado da Aliança Democrática (AD), Paulo Rangel, defende que o líder do PSD, Luís Montenegro, deve chamar André Ventura “para dentro do regime”. Em entrevista ao jornal Público, Rangel afirmou que o partido fundador da democracia em Portugal não deve ser “achincalhado” e deve estar presente na revisão constitucional.
Para Rangel, é importante que o PSD, enquanto principal partido da oposição, mantenha um papel ativo e construtivo na política portuguesa, e isso inclui aceitar a diversidade de opiniões dentro do próprio partido. O eurodeputado acredita que chamar André Ventura, que lidera o partido Chega, para dentro do regime é uma forma de reconhecer a existência de diferentes sensibilidades políticas e de ouvir todas as vozes que representam a sociedade portuguesa.
Rangel afirma que esta é uma oportunidade para o PSD se afirmar como um partido moderno e aberto, capaz de dialogar e debater com todas as forças políticas. O eurodeputado defende que a exclusão de André Ventura seria um erro estratégico, que só contribuiria para aumentar a polarização política e afastar ainda mais as pessoas do debate público.
Para além disso, Paulo Rangel destaca a importância de se manter o respeito pelas instituições democráticas e pelo diálogo político. O PSD, como partido fundador da democracia em Portugal, tem uma responsabilidade acrescida em manter esse respeito e em promover a coesão social. Nesse sentido, Rangel considera que é importante que o partido se posicione contra o discurso de ódio e a difusão de fake news, que têm sido uma constante na política atual.
No que diz respeito ao Partido Socialista (PS), Rangel defende que este partido deve ser também ele parte ativa na revisão constitucional. Para o eurodeputado, é importante que o PS não se sinta excluído deste processo e que se envolva na discussão dos temas que estão em cima da mesa. Para Rangel, o PS não deve ser “achincalhado” e é fundamental que se mantenha o respeito pela sua história e pela sua importância na consolidação da democracia em Portugal.
Paulo Rangel acredita que é possível encontrar pontos de convergência entre o PSD e o PS na revisão constitucional, sendo que ambos os partidos têm um compromisso com a defesa dos valores democráticos e com o bem-estar dos cidadãos portugueses. Rangel afirma que, apesar das diferenças políticas, é fundamental que os partidos se unam em prol do interesse nacional e que se evite um clima de confrontação e polarização.
O eurodeputado da AD defende ainda que a revisão constitucional deve ser encarada com seriedade e maturidade, não devendo ser utilizada como palco para discursos populistas e demagógicos. Para Rangel, é necessário que se promova um debate construtivo e que se encontrem soluções que possam beneficiar o país e a sociedade portuguesa como um todo.
Em suma, Paulo Rangel acredita que é fundamental que haja uma abertura por parte do PSD para incluir todas as sensibilidades políticas, que se mantenha o respeito pelas instituições e pelo diálogo político e que se promova uma revisão constitucional séria e construtiva. Para o eurodeputado, esta é uma oportunidade para o PSD reafirmar-se como um partido moderno e aberto, capaz de liderar uma política baseada no respeito e na promoção do bem comum.
