O mundo da arte está sempre em constante evolução, com novos artistas surgindo a cada dia. Mas há aqueles que deixam um legado duradouro e são lembrados mesmo após sua morte. Um desses artistas é o catalão Frederic Marès, que volta a ser lembrado 40 anos após sua morte pela sua arte clássica e pelas passagens marcantes pelo Brasil com sua esposa, a escultora e fã da marca Loewe.
Nascido em 1893, em Barcelona, Frederic Marès se destacou como escultor, pintor e colecionador. Sua paixão pela arte começou desde cedo, quando ainda era criança e frequentava o Museu de Belas Artes de Barcelona. Aos 16 anos, iniciou seus estudos na Escola de Belas Artes de Barcelona e, posteriormente, foi para Paris, onde teve a oportunidade de aprimorar suas técnicas e conhecer grandes artistas da época.
Em 1919, Marès foi nomeado diretor do Museu de Arte Moderna de Barcelona, onde ficou até 1925. Durante esse período, ele se dedicou a colecionar obras de arte, principalmente esculturas, que mais tarde se tornariam parte do seu próprio museu. Em 1932, ele se tornou professor de escultura na Escola de Belas Artes de Barcelona e, em 1936, foi convidado a expor suas obras no Museu de Arte Moderna de Nova York.
No entanto, a vida de Marès deu uma reviravolta quando a Guerra Civil Espanhola eclodiu. Ele foi forçado a deixar seu país e se mudou para a França, onde permaneceu até o fim da guerra. Em 1939, ele retornou a Barcelona e, em 1940, foi nomeado diretor do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona. Seu trabalho como diretor foi fundamental para a preservação de muitas obras de arte durante a guerra.
Em 1946, Marès se casou com a escultora Maria Teresa Mir, conhecida como Teresa Mares, que se tornou sua grande parceira e fã da marca de luxo Loewe. Juntos, eles viajaram pelo mundo, inclusive pelo Brasil, onde tiveram uma passagem marcante em 1955. Durante sua estadia no país, Marès e Teresa visitaram várias cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, e ficaram encantados com a cultura e a arte brasileira.
No Brasil, Marès e Teresa se hospedaram no Copacabana Palace, onde o artista foi convidado a esculpir uma estátua de bronze do então presidente Juscelino Kubitschek. Além disso, eles visitaram o Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde Marès ficou impressionado com a coleção de arte europeia e brasileira. Ele também teve a oportunidade de expor suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A passagem de Marès pelo Brasil foi uma grande influência em sua obra, que se tornou mais colorida e alegre após sua estadia no país. A arte brasileira também teve uma grande influência em suas esculturas, que ganharam novas formas e expressões. O casal retornou à Espanha em 1956, mas levou consigo as lembranças e inspirações do Brasil.
Em 1980, Frederic Marès faleceu, deixando um legado de mais de 12 mil obras de arte, entre esculturas, pinturas, desenhos e objetos de coleção. Seu museu, localizado em Barcelona, é uma homenagem ao seu trabalho e é considerado um dos mais importantes da cidade. Além disso, suas obras continuam sendo exibidas em museus e galerias de todo o mundo, mantendo vivo o seu legado.
Com sua arte clássica e suas passagens pelo Brasil, Freder

