Nos últimos anos, temos visto um aumento significativo no consumo de notícias e informações através de diferentes meios de comunicação. Com a facilidade de acesso à internet, estamos constantemente inundados com notícias e opiniões sobre diferentes assuntos, desde política até entretenimento. Com tanto conteúdo disponível, é essencial que os jornalistas desempenhem seu papel de forma ética e responsável. É por isso que Carlos Abreu Amorim, um conhecido jornalista português, recentemente chamou a atenção para a importância de densificar a deontologia jornalística.
Durante um painel sobre Jornalismo e Ética, Abreu Amorim destacou que estamos testemunhando o que ele chamou de “fenómenos jornalísticos”. Estes são eventos ou situações em que os jornalistas escolhem não seguir os princípios éticos e morais que regem a profissão, em detrimento da veracidade e da imparcialidade. O impacto desses fenómenos pode ser desastroso, levando a informações incorretas ou tendenciosas que afetam a opinião pública.
No entanto, em vez de criticar ou apontar dedos, Abreu Amorim propôs que é necessário densificar a deontologia jornalística. O que isso significa exatamente? Densificar a deontologia jornalística é melhorar a aplicação dos códigos de ética e os princípios que regem a profissão. É um processo de reforçar a responsabilidade dos jornalistas em relação à informação que é divulgada ao público.
Uma das principais questões que Abreu Amorim trouxe à tona é a falta de formação adequada em ética jornalística. Muitas vezes, os jornalistas são submetidos a prazos apertados e pressão para divulgar informações exclusivas, o que pode levar a decisões éticas questionáveis. É fundamental que os jornalistas sejam treinados sobre os códigos de ética e recebam orientações sobre como aplicá-los em sua rotina de trabalho.
Além disso, é preciso que os meios de comunicação também estejam comprometidos com a deontologia jornalística. Eles devem fornecer recursos e apoio para garantir que seus jornalistas tenham acesso a informações precisas e verificadas. Além disso, é responsabilidade dos meios de comunicação garantir que a liberdade de expressão não seja usada como desculpa para divulgar informações falsas ou manipuladas.
Outro aspecto importante é a diversificação das fontes de informação. Hoje em dia, com a proliferação de notícias falsas, é essencial que os jornalistas busquem informações de diferentes fontes e verifiquem sua credibilidade. O público confia nos jornalistas para fornecer informações precisas e objetivas, e eles devem estar à altura dessa responsabilidade.
Além disso, os jornalistas devem ser transparentes em relação aos seus métodos de trabalho e suas fontes. A opacidade pode levar a suspeitas e desconfiança do público. Ao tornar suas fontes e métodos claros, os jornalistas reforçam sua credibilidade e a confiança do público em seu trabalho.
A densificação da deontologia jornalística não é apenas responsabilidade dos jornalistas e dos meios de comunicação, mas também do público. É importante que o público seja crítico em relação às informações que recebe e busque fontes confiáveis. A disseminação de notícias falsas e teorias da conspiração só pode ser combatida se o público for consciente e exigente em relação à informação que consome.
Para concluir, a densificação da deontologia jornalística é essencial para a integridade do jornalismo e para a manutenção da confiança do público. É um esforço conjunto que requer

