A Inteligência Artificial (IA) é uma das tecnologias mais promissoras e fascinantes do nosso tempo. Ela tem o potencial de transformar e melhorar muitos aspectos da nossa vida, desde a saúde até a educação, passando pela economia e pela indústria. No entanto, com o avanço da IA, surgem também preocupações sobre o seu impacto na sociedade e na ética. Felizmente, existem especialistas dedicados a garantir que a IA seja desenvolvida de forma responsável e ética, como a professora Carissa Véliz, do Instituto para a Ética na Inteligência Artificial em Oxford.
Em uma entrevista à agência de notícias Lusa, Carissa Véliz compartilhou suas perspectivas sobre a IA e como as pessoas podem ter mais poder do que imaginam em relação a essa tecnologia. Para ela, é possível conceber uma IA melhor, desde que haja uma compreensão clara dos seus impactos e limitações.
Uma das principais preocupações em relação à IA é o seu potencial de substituir os seres humanos em diversas tarefas. Com o avanço da automação, muitos empregos podem ser perdidos para máquinas inteligentes. No entanto, Carissa Véliz acredita que as pessoas têm mais poder do que imaginam nesse cenário. Ela argumenta que, embora a IA possa ser capaz de realizar tarefas específicas com maior eficiência, ela ainda não possui a capacidade de pensar e tomar decisões como os seres humanos. Portanto, é importante que as pessoas se qualifiquem e se adaptem às novas demandas do mercado de trabalho, a fim de se manterem relevantes e competitivas.
Além disso, a professora destaca que a IA é uma ferramenta poderosa, mas que deve ser utilizada com responsabilidade e ética. Ela alerta para o fato de que, muitas vezes, os algoritmos utilizados na IA são treinados com dados tendenciosos, o que pode resultar em decisões discriminatórias e injustas. É responsabilidade dos desenvolvedores e das empresas garantir que a IA seja utilizada de forma justa e inclusiva, levando em consideração as questões éticas e sociais.
Outra questão levantada por Carissa Véliz é a privacidade dos dados. Com a coleta massiva de informações pelas empresas, é importante que haja uma regulamentação clara sobre o uso desses dados e a proteção da privacidade dos usuários. A professora ressalta que, muitas vezes, as pessoas não têm conhecimento sobre como suas informações estão sendo utilizadas e isso pode ser perigoso. Portanto, é necessário um maior controle e transparência sobre o uso dos dados na IA.
Carissa Véliz também destaca a importância da educação em relação à IA. Ela acredita que, para que as pessoas possam ter mais poder em relação a essa tecnologia, é necessário um maior entendimento sobre o seu funcionamento e suas aplicações. Isso pode ser feito através de programas educacionais que abordem a IA de forma acessível e inclusiva, a fim de preparar as pessoas para o futuro.
A professora também enfatiza que a IA deve ser desenvolvida com o objetivo de melhorar a vida das pessoas e não apenas com fins lucrativos. Ela acredita que é possível conciliar o avanço tecnológico com a ética e a responsabilidade social. Para isso, é necessário um maior diálogo entre os desenvolvedores, as empresas e a sociedade, a fim de garantir que a IA seja utilizada para o bem comum.
Em resumo, a entrevista com Carissa Véliz nos mostra que, apesar das preocupações em relação à IA, as pessoas têm mais poder do que imaginam em relação a essa tecnologia. É importante que haja um maior entendimento e diálogo sobre a IA, a fim de garantir que ela

