O papel dos militares na política sempre foi um assunto controverso. Enquanto alguns defendem que eles devem permanecer afastados da esfera política, outros acreditam que sua experiência e liderança são valiosas para o bom funcionamento do país. Recentemente, o almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo esteve no centro das atenções por suas declarações sobre a participação de militares na política.
Em uma entrevista, o almirante rejeitou a ideia de que apenas “políticos de carreira” podem participar da política e enfatizou a importância de cidadãos comprometidos e competentes em todas as áreas da sociedade se envolverem na política. Ele também afirmou que a farda militar deve ser respeitada e não usada como instrumento para promover ideologias extremistas.
Gouveia e Melo possui uma longa carreira militar, tendo comandado a Força Aérea Portuguesa e servido como vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Atualmente, ele está na reserva e tem se dedicado a projetos sociais e de consultoria. Sua visão sobre a participação de militares na política é fundamentada em sua experiência e conhecimento do funcionamento das instituições.
Sua rejeição à ideia de “emprestar a farda a extremos” é especialmente importante em um momento em que o extremismo político tem ganhado força em diversas partes do mundo. O almirante enfatiza que os militares devem permanecer apartidários e focados em sua missão de proteger o país e seus cidadãos. Além disso, ele acredita que é importante que os militares tenham uma visão ampla da sociedade e não se limitem apenas ao ambiente militar.
Essa visão é compartilhada por muitos outros militares, que veem sua participação na política como uma forma de contribuir para o bem comum. O General António Ramalho Eanes, ex-presidente da República, é um exemplo disso. Eanes teve uma carreira militar brilhante, mas também se engajou na política após sua aposentadoria, sendo eleito presidente em 1976.
Além de defender a participação de militares na política, Gouveia e Melo também tem se destacado por suas ações no combate à pandemia de COVID-19 em Portugal. Ele foi nomeado coordenador do plano de vacinação do país e tem recebido elogios por sua eficiência e liderança nesta área.
Sua atuação durante a crise sanitária também reforça sua visão sobre a importância de cidadãos comprometidos e competentes estarem envolvidos na política. Em momentos de crise, é fundamental que haja lideranças fortes e capacitadas para enfrentar os desafios e buscar soluções eficazes.
Diante de sua trajetória exemplar e de suas declarações, é possível perceber que o almirante Gouveia e Melo é um exemplo de cidadão comprometido com o bem-estar do país e que sua visão sobre a participação de militares na política é fundamentada em valores democráticos e no respeito às instituições.
Portanto, é importante que suas palavras sejam ouvidas e consideradas por todos aqueles que desejam se envolver na política, seja como militares ou como cidadãos comuns. Afinal, como ele mesmo afirmou, a política é uma forma de servir ao país e de construir um futuro melhor para todos.
Em tempos de polarização e extremismos, é encorajador ver que figuras como o almirante Gouveia e Melo estão dispostas a promover o diálogo e a colaboração em prol do bem comum. Que sua visão inspire outros militares e cidadãos a se envolverem na política de forma responsável e comprometida, sem usar suas fard

