Germano Almeida, o renomado escritor cabo-verdiano e vencedor do prestigiado Prêmio Camões, anunciou recentemente que decidiu abandonar a editora Caminho, pertencente ao grupo Leya. De acordo com Almeida, ele foi forçado a tomar essa decisão devido à “prepotência” da administração do grupo, que teria impedido a publicação de seu último livro sob o pretexto de uma “invenção”, sem sequer consultá-lo.
A notícia chocou o mundo literário e gerou muita controvérsia. Germano Almeida é considerado um dos maiores escritores africanos da atualidade e é conhecido por suas obras que retratam a vida em Cabo Verde com humor e ironia. Seu talento literário foi reconhecido em 2018, quando recebeu o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário da língua portuguesa.
Com uma carreira extensa e admirada, Germano Almeida já publicou mais de 20 obras, que foram traduzidas para vários idiomas e lhe renderam diversos prêmios e homenagens. Seu último livro, intitulado “O fiel defunto”, já havia sido anunciado pela editora Caminho e gerado grande expectativa entre os leitores. No entanto, o escritor foi surpreendido com a decisão da administração do grupo Leya de cancelar a publicação, alegando que a obra seria fruto de uma “invenção”.
Indignado com a situação, Almeida decidiu romper sua parceria com a editora Caminho e fechar as portas para futuras publicações com o grupo Leya. Em entrevista à agência de notícias Lusa, o escritor afirmou que a administração da editora agiu de forma arbitrária e sem lhe dar a oportunidade de se defender. Ele ainda relatou que, durante o processo, foi tratado com descaso e falta de consideração.
A decisão de Germano Almeida de romper com a editora Caminho é um golpe não só para a literatura cabo-verdiana, mas também para a literatura lusófona como um todo. Suas obras são consideradas fundamentais para a compreensão da identidade e cultura do arquipélago de Cabo Verde, além de serem referência para a literatura africana.
Não é a primeira vez que a editora Caminho, pertencente ao grupo Leya, causa polêmica no meio literário. Em 2018, o escritor Valter Hugo Mãe também rompeu sua parceria com a editora, acusando-a de censura e falta de ética. Além disso, diversos autores e críticos literários questionam as decisões comerciais da editora, que prioriza a quantidade em detrimento da qualidade.
A atitude de Germano Almeida em abandonar a editora Caminho é um ato corajoso e digno de aplausos. Com sua ação, ele não só defende sua obra e sua integridade como escritor, mas também dá voz àqueles que são silenciados e desrespeitados pela indústria editorial. Seu posicionamento é um exemplo a ser seguido e reforça a importância da liberdade de expressão e da valorização da arte e da cultura em nossa sociedade.
Diante dessa situação, é importante repensarmos o papel das editoras na literatura e no mercado editorial. Mais do que meras empresas, elas têm a responsabilidade de incentivar, promover e divulgar a produção literária de qualidade. Afinal, são os escritores que, com suas obras, enriquecem e transformam a nossa cultura.
Germano Almeida segue firme em sua trajetória literária e com certeza encontrará outras editoras para publicar suas obras. Seu talento e sua determinação o consagram como

