A gestão da água é um tema cada vez mais relevante e urgente, especialmente em um mundo onde a escassez de recursos hídricos é uma realidade cada vez mais presente. Nesse contexto, a associação ambientalista Zero levanta uma importante questão sobre a estratégia para a gestão da água apresentada hoje: será que ela está realmente alinhada com os desafios climáticos que enfrentamos?
De acordo com a Zero, a estratégia proposta parece ser uma “duvidosa aposta” em mais água para a agricultura intensiva, ignorando os impactos ambientais, econômicos e sociais que essa escolha pode trazer. A associação alerta que essa abordagem pode ter consequências graves para o meio ambiente, a economia e a sociedade como um todo.
Um dos principais pontos levantados pela Zero é o fato de que a estratégia parece estar focada em aumentar a disponibilidade de água para a agricultura intensiva, sem considerar as mudanças climáticas e seus efeitos sobre os recursos hídricos. Com o aumento da temperatura global e a consequente diminuição das chuvas em algumas regiões, é essencial que haja uma gestão cuidadosa e sustentável da água, levando em conta as necessidades de todos os setores, não apenas da agricultura.
Além disso, a Zero também destaca que a estratégia parece ignorar os impactos ambientais da agricultura intensiva, como o uso excessivo de fertilizantes e pesticidas, que podem contaminar os recursos hídricos e prejudicar a biodiversidade. Além disso, a expansão da agricultura intensiva pode levar à degradação do solo e à perda de habitats naturais, afetando negativamente a qualidade e a disponibilidade da água.
Do ponto de vista econômico, a associação aponta que a aposta em mais água para a agricultura intensiva pode ser uma escolha arriscada e insustentável. Com a crescente demanda por água em todos os setores, é preciso considerar a alocação equilibrada dos recursos hídricos, levando em conta também as necessidades de indústrias, cidades e comunidades locais. Além disso, a dependência excessiva da agricultura intensiva pode tornar o setor vulnerável a crises hídricas e climáticas, afetando a produção e o abastecimento de alimentos.
No aspecto social, a Zero alerta para os impactos que a estratégia pode ter sobre as comunidades locais e a população em geral. A expansão da agricultura intensiva pode levar ao deslocamento de comunidades rurais e à perda de terras para a produção de culturas comerciais, afetando a segurança alimentar e a subsistência dessas pessoas. Além disso, a contaminação dos recursos hídricos pode afetar a saúde das comunidades que dependem dessas águas para consumo e atividades diárias.
Diante desses desafios, a Zero defende que a estratégia para a gestão da água deve ser mais abrangente e considerar os diversos setores que dependem desse recurso. É preciso adotar uma abordagem integrada e sustentável, que leve em conta as mudanças climáticas e os impactos ambientais, econômicos e sociais de cada decisão.
A associação também destaca a importância de envolver a sociedade civil e os diversos atores interessados na gestão da água, promovendo um diálogo transparente e participativo. É fundamental que as decisões sobre a gestão da água sejam tomadas de forma democrática e com base em evidências científicas, levando em conta os interesses de todos os envolvidos.
Em resumo, a Zero levanta importantes questionamentos sobre a estratégia para a gestão da água apresentada hoje, alertando para os riscos

