A Ucrânia e a Rússia entraram no quarto ano de um conflito que já dura mais do que o previsto. O que começou como uma invasão planejada para durar apenas 10 dias, se transformou em uma guerra prolongada e devastadora. Entre negociações de paz e tentativas de resolução, o saldo é assustador: centenas de milhares de mortos, entre militares e civis, e mais de seis milhões de refugiados. A Renascença traz para você os mapas que contam três anos de história.
Desde 2014, a Ucrânia tem sido palco de um conflito armado entre o governo ucraniano e separatistas pró-Rússia. O estopim foi a anexação da Crimeia pela Rússia, que gerou uma onda de protestos e manifestações na Ucrânia. O governo ucraniano, então, decidiu reprimir os protestos, o que resultou em um conflito armado que se estende até os dias atuais.
O conflito já deixou um rastro de destruição e sofrimento. As batalhas entre as forças ucranianas e os separatistas pró-Rússia têm sido intensas e violentas, causando a morte de milhares de pessoas. Além disso, a população civil tem sido duramente afetada, com a destruição de casas, infraestrutura e serviços básicos, como água e energia elétrica.
Os números são alarmantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 10 mil pessoas já morreram desde o início do conflito, sendo a maioria civis. Além disso, mais de 23 mil pessoas ficaram feridas e mais de 1,5 milhão de ucranianos foram deslocados de suas casas. A situação é ainda mais grave nas regiões de Donetsk e Lugansk, onde a maioria dos combates ocorre. Nessas áreas, a infraestrutura foi gravemente danificada e a população enfrenta dificuldades para ter acesso a serviços básicos.
O conflito também gerou uma crise humanitária sem precedentes. Mais de seis milhões de ucranianos foram forçados a deixar suas casas e buscar refúgio em outras regiões do país ou em países vizinhos. Muitos desses refugiados vivem em condições precárias, sem acesso a moradia adequada, alimentação e cuidados médicos.
Apesar dos esforços da comunidade internacional para encontrar uma solução pacífica para o conflito, as negociações de paz têm sido difíceis e pouco efetivas. Em 2015, foi assinado um acordo de paz em Minsk, na Bielorrússia, que previa o cessar-fogo e a retirada das tropas estrangeiras do território ucraniano. No entanto, o acordo não foi totalmente cumprido e os confrontos continuam.
Enquanto isso, a população ucraniana sofre as consequências da guerra. A economia do país foi gravemente afetada, com a queda da produção industrial e o aumento do desemprego. Além disso, a inflação e a desvalorização da moeda têm prejudicado a vida dos cidadãos comuns, que enfrentam dificuldades para comprar alimentos e outros itens básicos.
Diante desse cenário, é importante lembrar que, por trás dos números e dos mapas, existem pessoas que estão sofrendo e lutando para sobreviver em meio ao conflito. São famílias que perderam seus entes queridos, crianças que tiveram sua infância interrompida e comunidades inteiras que foram deslocadas de suas casas.
No entanto, apesar de todas as dificuldades, a população ucraniana tem mostrado resiliência e esperança. Em meio à guerra, surgem histó

