Nos últimos anos, temos visto um aumento preocupante na valorização da magreza extrema como padrão de beleza. A mídia, a indústria da moda e até mesmo as redes sociais têm promovido uma imagem irreal e inatingível de corpos magros, o que tem gerado uma pressão enorme sobre as mulheres (e também sobre os homens) para se encaixarem nesse padrão.
No entanto, em meio a esse cenário, a semana de moda britânica trouxe uma lufada de ar fresco ao celebrar corpos reais e reacender o debate sobre diversidade na moda. O evento, que aconteceu em Londres entre os dias 14 e 18 de setembro, contou com a participação de modelos de diferentes tamanhos, idades, etnias e gêneros, mostrando que a beleza vai muito além dos padrões impostos pela sociedade.
A inclusão de modelos plus size, como Ashley Graham e Paloma Elsesser, e de modelos transgênero, como Munroe Bergdorf e Lea T, foi um dos destaques da semana de moda britânica. Além disso, marcas como Burberry, Victoria Beckham e Christopher Kane apresentaram coleções que valorizavam a diversidade e a representatividade, com modelos de diferentes origens e corpos desfilando nas passarelas.
Essa mudança de paradigma na moda britânica é um reflexo de um movimento global que vem ganhando força nos últimos anos. Cada vez mais, as pessoas estão questionando os padrões de beleza impostos pela sociedade e buscando uma maior representatividade na mídia e na moda. E a semana de moda britânica foi um importante passo nessa direção.
Afinal, a moda é uma forma de expressão e deve ser acessível a todos, independentemente de sua aparência física. Ao celebrar corpos reais, a semana de moda britânica mostrou que a beleza não tem um único padrão e que todos têm o direito de se sentir representados e incluídos.
Além disso, a valorização da diversidade na moda também tem um impacto positivo na autoestima e na saúde mental das pessoas. Ao ver modelos com corpos semelhantes aos seus nas passarelas, as pessoas se sentem mais aceitas e encorajadas a se amarem como são, sem a pressão de se encaixarem em um padrão inalcançável.
No entanto, ainda há muito a ser feito. A indústria da moda ainda é majoritariamente dominada por padrões inatingíveis e é preciso um esforço conjunto para que a diversidade seja cada vez mais valorizada e representada. Mas a semana de moda britânica nos mostrou que é possível sim ter uma moda mais inclusiva e diversa.
É importante ressaltar que a celebração da diversidade não significa a exclusão de corpos magros. O objetivo é mostrar que todos os corpos são bonitos e que não existe um padrão único de beleza. A diversidade é o que torna cada pessoa única e especial, e é isso que deve ser celebrado e valorizado.
Portanto, a semana de moda britânica foi um marco importante na luta pela diversidade e representatividade na moda. Que esse movimento continue crescendo e se espalhando pelo mundo, para que todos possam se sentir representados e incluídos na indústria da moda. Afinal, a beleza está em todas as formas, tamanhos e cores.

