O clássico filme “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s), baseado no livro homônimo de Truman Capote, é até hoje um dos mais aclamados e adorados do cinema. Lançado em 1961, o filme é conhecido por sua icônica personagem Holly Golightly, interpretada pela lendária atriz Audrey Hepburn. Com sua elegância, charme e estilo único, Holly se tornou um ícone da moda e da cultura pop, inspirando gerações de mulheres ao redor do mundo. No entanto, o processo de criação deste filme não foi tão glamouroso quanto sua protagonista. Agora, mais de 60 anos depois, um novo filme promete trazer à tona os bastidores turbulentos de “Bonequinha de Luxo” e, ao mesmo tempo, reconectar duas musas separadas pelo tempo, mas unidas pelo estilo e estética.
“Truman & Tennessee: Uma Amizade Perigosa” (Truman & Tennessee: An Intimate Conversation) é um documentário dirigido por Lisa Immordino Vreeland que mergulha na relação entre os escritores Truman Capote e Tennessee Williams. Além de serem amigos íntimos, os dois também compartilhavam uma visão artística semelhante e influenciaram um ao outro em suas obras. O documentário, que estreou no Festival de Cinema de Veneza em 2020 e ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Nova York, explora a vida e a obra desses dois ícones da literatura americana, enquanto também aborda o processo de criação de “Bonequinha de Luxo”.
O filme é narrado através de cartas, diários e entrevistas com amigos e familiares dos escritores, além de trechos de entrevistas antigas com Capote e Williams. Em uma dessas entrevistas, Williams revela que, quando o livro “Bonequinha de Luxo” foi lançado em 1958, ele era o único que acreditava que Audrey Hepburn seria a escolha perfeita para interpretar Holly Golightly. Na época, a escolha óbvia para o papel seria Marilyn Monroe, mas Williams viu algo especial em Hepburn e fez questão de convencer a produção do filme a escolhê-la. E foi assim que a musa fashion Holly Golightly foi apresentada ao mundo, graças à visão de Williams e ao talento de Hepburn.
No entanto, o documentário também expõe a tensão e o conflito que ocorreram durante as filmagens de “Bonequinha de Luxo”. Capote era o roteirista do filme e estava determinado a ter controle total sobre a adaptação de seu livro para as telonas. Ele teve uma relação complicada com o diretor Blake Edwards e o ator George Peppard, que interpretou o interesse amoroso de Holly, Paul Varjak. Capote acreditava que Peppard não era a escolha certa para o papel e frequentemente entrava em conflito com o diretor sobre o tom do filme e as cenas que deveriam ser incluídas. Hepburn, por sua vez, era a única que conseguia acalmar os ânimos e manter a produção em andamento.
O documentário também explora a relação de amizade entre Hepburn e Capote, que se conheceram e se tornaram amigos durante as filmagens de “Bonequinha de Luxo”. Eles compartilhavam uma paixão em comum pela moda e pelo estilo, e Capote foi um dos primeiros a reconhecer o talento e a influência de Hepburn em Hollywood. Em uma entrevista, Capote afirma que “Audrey não é apenas uma atriz, ela é um fenômeno”. Ao longo dos anos, os dois mantiveram uma amizade próxima, mas acabaram se desentendendo devido a comentários controversos de Capote sobre a performance de Hepburn em “Bonequinha de Luxo”. Com este documentário, é possível ver como essa
