O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, surpreendeu o mundo ao confirmar nesta terça-feira (20) que convidou o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para compor o Conselho da Paz, um colegiado de líderes internacionais que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). Este comitê, anunciado pela Casa Branca na semana passada, será responsável pela reconstrução da Faixa de Gaza, enclave palestino que foi devastado pelos conflitos com Israel nos últimos anos.
Em uma coletiva de imprensa para fazer um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato, Trump afirmou: “Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no conselho da paz de Gaza”. O convite foi recebido com surpresa e entusiasmo por líderes de diversos países, incluindo Argentina, Paraguai e Turquia.
O convite a Lula faz parte da segunda fase do plano de paz para Gaza, assinado em outubro do ano passado sob mediação dos EUA. O plano viabilizou um suposto cessar-fogo nos ataques de Israel ao território palestino, mas relatos recentes de integrantes de agências das Nações Unidas que atuam na região indicam que os bombardeios e tiroteios continuam.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se pronunciou sobre a aceitação ou não do convite por parte de Lula. No entanto, fontes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmaram que o convite foi recebido pela Embaixada do Brasil em Washington no último fim de semana.
O convite a Lula não foi o único. Outros líderes internacionais também foram convidados para compor o Conselho da Paz, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, também teria sido convidado, assim como líderes da Europa e do Egito.
Em comunicado divulgado na última sexta-feira (16), o governo Trump anunciou a formação do grupo que governará Gaza, que inclui o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o secretário de Estado, Marco Rubio, o genro do presidente, Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, entre outros. De acordo com o comunicado, caberá a este comitê executivo refletir as diretrizes definidas pelo Conselho da Paz. No entanto, nenhum líder palestino foi indicado para compor essas estruturas de governança para Gaza.
O convite a Lula e a outros líderes internacionais gerou críticas por parte do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que afirmou que o comitê executivo “não foi coordenado com Israel e contraria a política do país”. Além disso, um rascunho de um suposto estatuto do conselho, divulgado pela emissora Bloomberg, informou que o governo norte-americano estaria pedindo US$ 1 bilhão para que o país convidado garantisse assento permanente no colegiado. No entanto, a Casa Branca negou essa informação.
Em meio a um novo ciclo de aumento de tensões entre Trump e líderes europeus, por conta da tentativa do governo dos EUA em anexar a Groelândia, o presidente Lula criticou o líder norte-americano. Durante uma cerimônia de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida no Rio Grande do Sul, Lula chamou a atenção para o fato de que Trump tenta “governar o mundo” através de publicações em redes sociais. “Vocês já perce

