A mensagem do primeiro-ministro António Costa, proferida na última quinta-feira (29 de outubro), em que anunciou uma série de reformas e medidas para lidar com a crise da pandemia de Covid-19, motivou reações distintas entre os candidatos presidenciais. Enquanto alguns candidatos elogiaram o tom positivo do discurso de Costa, outros focaram-se na crise na saúde e criticaram a “desresponsabilização” do Governo.
O candidato do Partido Socialista (PS), António José Seguro, elogiou o discurso e afirmou que o mesmo reflete “o empenho, o compromisso e a determinação” do primeiro-ministro em lidar com a crise sanitária. No entanto, Seguro também expressou preocupação com a situação dos hospitais, defendendo que é necessário “reforçar os meios e os recursos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) poder dar resposta ao aumento de casos de Covid-19”.
O candidato do partido Chega, André Ventura, também se manifestou sobre a mensagem de Costa, mas adotou um tom mais crítico. Ventura focou-se na crise na saúde, acusando o Governo de “desresponsabilização” e de “não ter uma estratégia clara para lidar com a pandemia”. Para o candidato do Chega, as medidas anunciadas por Costa foram insuficientes e é necessário um “plano de emergência sanitária” para combater a crise.
Já Catarina Martins, candidata do Bloco de Esquerda (BE), afirmou que o discurso de Costa demonstrou uma “falta de responsabilidade” por parte do Governo. A líder do BE criticou as reformas propostas por Costa, considerando que as mesmas vão “criar mais desigualdades e fragilizar ainda mais as pessoas e as empresas”. Martins defendeu que é necessário “um plano de recuperação justo e distributivo” para enfrentar a crise.
Por outro lado, os candidatos Henrique Gouveia e Melo (candidato independente apoiado pelo PSD e CDS-PP) e João Cotrim de Figueiredo (candidato do partido Iniciativa Liberal) elogiaram o tom positivo do discurso de Costa, mas também teceram críticas ao “timing” das reformas e à duração dos ciclos de governação. Gouveia e Melo afirmou que “é preciso olhar para o longo prazo” e que as reformas propostas podem não ter efeito imediato na recuperação económica. Já Cotrim de Figueiredo defendeu que o país precisa de uma “maior estabilidade política” para poder lidar com a crise.
No geral, a mensagem do primeiro-ministro foi vista como uma tentativa de manter a esperança e incentivar a população a continuar a lutar contra a pandemia. No entanto, os candidatos presidenciais deixaram bem claro que, apesar do tom positivo, ainda existem preocupações e críticas em relação à forma como o Governo tem lidado com a crise.
É importante lembrar que a mensagem do primeiro-ministro foi proferida num momento delicado para o país, com o aumento de casos de Covid-19 e a incerteza em relação à recuperação económica. Portanto, é compreensível que haja diferentes perspetivas e opiniões em relação às medidas propostas pelo Governo.
Independentemente das diferenças de opinião, é importante que os candidatos presidenciais se mantenham focados no bem-estar da população e em encontrar soluções para os desafios que o país enfrenta. A mensagem do primeiro-ministro, com um tom motivador e positivo, serve como um lembrete de que juntos podemos superar esta crise e construir um futuro melhor para Portugal.
