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Brasil não assina comunicado sobre Venezuela liderado pela Argentina

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Tempo de leitura: 2 mins read
Brasil não assina comunicado sobre Venezuela liderado pela Argentina

Membros do Mercosul pedem restabelecimento da democracia e respeito aos direitos humanos na Venezuela

No último sábado (20), durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), parte dos membros do bloco, liderados pela Argentina, divulgou um comunicado conjunto pedindo o restabelecimento da democracia e o respeito aos direitos humanos na Venezuela. O documento foi assinado por autoridades de países como Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru.

A carta, emitida à margem da reunião do bloco sul-americano, expressa profunda preocupação com a grave crise migratória, humanitária e social que atinge a Venezuela, país que atualmente se encontra suspenso do Mercosul por ruptura da ordem democrática.

Os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e do Panamá, José Raúl Mulino, juntamente com autoridades do alto escalão de outros países, reafirmaram seu compromisso em buscar, por meios pacíficos, a plena restauração da ordem democrática e o respeito irrestrito aos direitos humanos na Venezuela.

Além disso, o comunicado ratifica a validade do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998, que trata dos compromissos democráticos dos países do bloco. Os líderes também mencionam a importância de articular mecanismos para a defesa da democracia e pedem pela libertação dos presos políticos.

É importante ressaltar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, não assinaram o comunicado. Segundo o Palácio do Planalto, isso se deve ao fato de que um documento assinado pelo Mercosul poderia ser interpretado pelos Estados Unidos como um apoio a uma possível ação militar na Venezuela, o que não é do interesse do Brasil.

A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela tem aumentado nos últimos anos, com a recusa do governo norte-americano em reconhecer Nicolás Maduro como líder legítimo do país. Os EUA têm realizado bombardeios e apreensões de navios de petróleo, sob a justificativa de combater o narcotráfico. Porém, para o presidente Maduro, essa é uma forma de tentar controlar as riquezas petrolíferas da Venezuela e tirá-lo do poder.

A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e o produto é o coração da economia do país. A ação dos Estados Unidos pode causar uma asfixia financeira e trazer consequências desastrosas para a população venezuelana.

A adesão da Venezuela ao Mercosul ocorreu em 2012, porém, em 2017 o país foi suspenso do bloco por não cumprir as cláusulas do Protocolo de Ushuaia. Desde então, o país tem enfrentado uma crescente crise política e econômica, com graves violações aos direitos humanos e restrições à liberdade de expressão.

Durante a cúpula do Mercosul, o presidente Lula afirmou ter mantido conversas por telefone tanto com Maduro quanto com Trump, na tentativa de buscar uma solução diplomática para a situação. Ele também alertou sobre os perigos de uma intervenção militar na Venezuela, que poderia gerar uma catástrofe humanitária e estabelecer um precedente perigoso para o mundo.

Em seu discurso aos líderes do bloco, Lula também destacou a presença militar dos Estados Unidos na região do Caribe como uma ameaça à soberania e à paz na América Latina. Ele ressaltou que há mais de quatro décadas, durante a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano foi assombrado pela pres

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