A violência contra a mulher é uma realidade que infelizmente ainda persiste em nossa sociedade. Todos os dias, somos bombardeados com notícias de feminicídios, tentativas de feminicídio e outras formas de violência de gênero. São histórias chocantes e tristes, que nos fazem questionar como pode existir tanta crueldade e falta de empatia em um mundo que se diz moderno e evoluído.
Recentemente, tivemos mais uma série de casos que nos deixaram perplexos. Uma mulher teve suas pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por 1 quilômetro em São Paulo, por um suposto ex-namorado. Em Florianópolis, uma professora foi violentada, estrangulada e teve seu corpo ocultado por um desconhecido, em uma trilha. No Rio de Janeiro, duas profissionais da área da educação foram mortas a tiros dentro de uma escola por um funcionário da instituição. E em Dourados (MS), um menino de apenas 9 anos conseguiu fugir após presenciar o assassinato de sua mãe, uma ex-guarda municipal, pelo padrasto.
Esses casos, que aconteceram em diferentes regiões do país, mostram que a violência contra a mulher não escolhe classe social, raça, idade ou profissão. Ela está presente em todas as camadas da sociedade e é uma triste realidade que precisa ser enfrentada.
Diante desses acontecimentos, é ainda mais urgente a necessidade de combatermos a violência de gênero em todas as suas formas. E é por isso que a campanha nacional 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e do Racismo é tão importante. Realizada de 20 de novembro a 10 de dezembro em todo o país, essa iniciativa busca mobilizar a sociedade para que juntos possamos lutar pelo fim da violência contra as mulheres e do racismo.
Durante os 21 dias, diversas ações são realizadas, como campanhas nas redes sociais, intervenções no espaço público e atividades culturais, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de proteger os direitos das mulheres.
Neste ano, a campanha trouxe o slogan “Não Passe Pano. Proteja. Denuncie. Ligue 180”, como um apelo à sociedade para que não sejamos cúmplices, não acobertemos, não minimizemos e não ignoremos as violências contra as mulheres. É preciso que todos assumamos o compromisso de enfrentar essas violências ao lado do poder público.
E uma das principais ferramentas para isso é o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. Criado em 2005, esse serviço gratuito e confidencial funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo escuta, acolhimento, orientação e o registro de denúncias que são encaminhadas aos órgãos competentes. Em 20 anos de existência, o Ligue 180 já atendeu aproximadamente 16 milhões de pessoas, mostrando a importância desse canal de denúncia.
Durante o lançamento do projeto Tenda Lilás, em Brasília, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a importância de combatermos a violência contra as mulheres. “As mulheres querem uma vida digna, uma vida livre de qualquer tipo de violência”, afirmou a ministra.
E é exatamente isso que a Tenda Lilás busca: garantir uma vida digna e livre de violência para as mulheres. Essa iniciativa itinerante percorrerá todas as regiões do país, entre janeiro e julho de 2026, com o objetivo de convocar toda a sociedade a assumir o compromisso de enfrentar as violências contra as mulheres ao lado do poder público

