O panorama político português está cada vez mais movimentado com a aproximação das eleições presidenciais de 2021. E nesta semana, dois candidatos tiveram um destaque especial nos noticiários: Cotrim de Figueiredo e Jorge Pinto.
O primeiro, representante do partido Iniciativa Liberal, garantiu que as pressões da candidatura de Marques Mendes cessaram. Em entrevista ao jornal Expresso, Cotrim de Figueiredo afirmou que a sua candidatura está a ganhar cada vez mais força e que as pressões para retirar a sua candidatura diminuíram significativamente.
Segundo o candidato, o apoio que tem recebido de várias figuras públicas e da população em geral mostra que a sua candidatura é uma alternativa real e viável para o país. Cotrim de Figueiredo tem como principal bandeira a defesa da liberdade individual e económica, e tem conseguido conquistar cada vez mais apoiantes com o seu discurso claro e objetivo.
Já o candidato Jorge Pinto, do partido Nós, Cidadãos!, quer ser a surpresa destas eleições presidenciais. Em entrevista à RTP, Pinto apresentou um novo modelo de intervenção do Presidente da República, que segundo ele, permitirá um maior envolvimento do povo nas decisões políticas.
O candidato propõe que o Presidente da República seja eleito diretamente pelo povo, através de um sistema de voto preferencial, e que tenha um mandato de seis anos, não podendo ser reeleito. Além disso, Jorge Pinto defende que o Presidente deve ter um papel ativo na fiscalização do Governo, podendo vetar leis que considere prejudiciais para o país.
No debate entre os candidatos, ficaram evidentes as diferenças entre Cotrim de Figueiredo e Jorge Pinto, principalmente em relação a temas como a lei laboral, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o combate às alterações climáticas.
Enquanto Cotrim de Figueiredo defende uma maior flexibilização da lei laboral, com vista a estimular o empreendedorismo e a criação de emprego, Jorge Pinto propõe uma revisão da mesma, de forma a garantir mais direitos aos trabalhadores.
No que diz respeito ao SNS, Cotrim de Figueiredo é a favor de uma maior abertura à iniciativa privada, enquanto Jorge Pinto defende a sua total estatização, com o objetivo de garantir um serviço de saúde de qualidade para todos os cidadãos.
Quanto às alterações climáticas, Cotrim de Figueiredo acredita que a melhor forma de combatê-las é através de incentivos à inovação e à tecnologia, enquanto Jorge Pinto propõe medidas mais drásticas, como a redução imediata das emissões de gases de efeito estufa.
Apesar das diferenças, ambos os candidatos concordam que é necessário um Presidente da República ativo e que defenda os interesses do país e dos cidadãos. E com as suas propostas inovadoras e uma abordagem diferente dos outros candidatos, Cotrim de Figueiredo e Jorge Pinto prometem ser fortes concorrentes nestas eleições.
Com o aproximar das eleições, é importante que os cidadãos se informem sobre as propostas de cada candidato e escolham o que melhor representa os seus interesses e os do país. Independentemente do resultado final, o importante é que haja uma participação ativa e consciente dos cidadãos neste processo democrático.
Portugal está a viver um momento político crucial e é fundamental que os eleitores se sintam motivados e confiantes na escolha do próximo Presidente da República. Cotrim de Figueiredo e Jorge Pinto são dois candidatos que prometem trazer novas ideias e perspetivas

