Na tarde de quinta-feira (20), a Blue Zone, pavilhão oficial de negociações da COP30, em Belém, foi atingida por um incêndio, o que levou à evacuação imediata e interrompeu as atividades no local. A notícia causou preocupação e tristeza, mas felizmente, após inspeção do corpo de bombeiros, o espaço foi liberado e as atividades puderam ser retomadas.
O retorno às transmissões direto da Blue Zone foi marcado por um símbolo de resistência: a grande sumaúma que permanece firme na entrada principal da conferência. Essa imagem nos lembra que, mesmo diante de adversidades, a Amazônia continua resistindo e nos inspirando. E é nesse espírito que o programa Viva Maria, desta sexta-feira (21), celebra a força e a determinação das mulheres amazônicas.
Entre essas mulheres inspiradoras, está Dona Onete, que aos 86 anos continua conduzindo sua arte com a mesma vitalidade que marca sua trajetória. Nesta semana, o Viva Maria acompanhou a avant-première do filme “Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui”, que em breve estará nos cinemas.
Dirigido por Mini Kerti, o longa conta a história da artista de Igarapé-Miri, no Pará, que é um ícone da música amazônica. Dona Onete é conhecida por sucessos como “Jamburana” e “Banzeiro”, e sua voz forte, potente e original encanta a todos que a ouvem.
Ao descobrir mais sobre a vida de Dona Onete, Kerti ficou impressionada com a trajetória da artista: “A voz dela é muito forte, potente, grave, rouca, original. Quando eu fui descobrindo sobre a vida dela, que ela tinha sido professora, que se formou, que foi secretária de Cultura de Garapé-Miri, que fazia o boi, que fazia o carnaval, que foi ativista e ativa a vida toda”, disse a diretora.
O filme é uma homenagem à vida e à obra de Dona Onete, que é um exemplo de resiliência e determinação para todas as mulheres da Amazônia e do Brasil. Sua história nos inspira a continuar lutando pelos nossos sonhos, mesmo diante de desafios e obstáculos.
Além de Dona Onete, o Viva Maria também destaca outras mulheres inspiradoras que têm suas histórias contadas no filme, como a cantora Gaby Amarantos, a escritora Eliane Potiguara e a socióloga e ativista Nilma Bentes. Todas elas têm em comum a força e a luta pela preservação da cultura e da identidade amazônica.
Com o incêndio na Blue Zone, muitos temiam que a COP30 fosse afetada e que as discussões sobre a preservação da Amazônia fossem interrompidas. No entanto, a retomada das atividades no local mostra que a conferência continua sendo um importante espaço de diálogo e busca por soluções para a proteção da maior floresta tropical do mundo.
O Viva Maria, como sempre, está atento e acompanhando de perto os acontecimentos da COP30. E mais do que isso, está celebrando a resistência e a força das mulheres da Amazônia, que são exemplos de coragem e determinação para todos nós. Que essa conferência possa trazer bons resultados e que a Amazônia continue sendo um símbolo de resistência e inspiração para o mundo.

