No último domingo, 15 de outubro, o Papa Leão XIV presidiu a Missa de canonização de sete figuras dos séculos XIX e XX, incluindo os primeiros santos da Venezuela e da Papua Nova-Guiné. A cerimônia, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, reuniu milhares de fiéis de diferentes partes do mundo para celebrar a santidade desses novos membros da Igreja Católica.
A canonização é um dos ritos mais importantes da Igreja Católica, no qual uma pessoa é declarada santa e digna de veneração universal. Para ser canonizado, é necessário que o candidato tenha realizado milagres comprovados e tenha vivido uma vida de virtude e santidade. E foi exatamente isso que os sete novos santos fizeram em suas vidas, deixando um legado de amor, fé e serviço ao próximo.
Entre os novos santos, estão os primeiros da Venezuela e da Papua Nova-Guiné a serem canonizados. O Papa Leão XIV destacou a importância desses países na história da Igreja e agradeceu a Deus pela presença deles na cerimônia de canonização. “A Venezuela e a Papua Nova-Guiné são lugares onde a fé cristã floresceu e se espalhou, graças ao testemunho desses novos santos”, disse o Papa em seu discurso durante a missa.
O primeiro santo venezuelano é José Gregorio Hernández, conhecido como “o médico dos pobres”. Nascido em 1864, em Isnotú, na Venezuela, José Gregorio dedicou sua vida à medicina e ao cuidado dos mais necessitados. Ele era conhecido por tratar os doentes sem cobrar nada e por distribuir medicamentos gratuitamente. Sua devoção a Deus e sua caridade para com o próximo o tornaram um exemplo de santidade para todos.
Já na Papua Nova-Guiné, o primeiro santo é Pedro To Rot, um leigo que foi martirizado durante a Segunda Guerra Mundial por se recusar a renunciar à sua fé católica. Pedro era um catequista e líder da comunidade católica em sua aldeia. Ele foi preso e torturado pelos japoneses por se recusar a obedecer às ordens deles de abandonar sua fé. Sua coragem e fidelidade a Deus até a morte o tornaram um mártir e um exemplo de fé para todos os cristãos.
Além desses dois novos santos, também foram canonizados: o sacerdote italiano Ludovico Pavoni, fundador da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada; a religiosa espanhola María de la Purísima Salvat Romero, fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus e de Maria; o sacerdote francês François de Montmorency-Laval, conhecido como “o apóstolo do Canadá”; a religiosa italiana Maria Francesca di Gesù, fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus; e a religiosa suíça Margherita Bays, conhecida por sua vida de oração e devoção a Maria.
A canonização desses sete novos santos é um momento de grande alegria para a Igreja Católica, pois eles são exemplos de fé e santidade para todos nós. Suas vidas nos ensinam que é possível viver de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo e que, mesmo em tempos difíceis, é possível manter a fé e a esperança em Deus.
O Papa Leão XIV encerrou a cerimônia de canonização com uma mensagem de esperança e encorajamento para todos os fiéis. Ele lembrou que a santidade não é um privilégio de poucos, mas uma vocação de todos os cristãos

