Em 2024, o Ministério da Saúde registrou um aumento nas taxas de tabagismo no país, algo que não acontecia há duas décadas. Esse fato alarmante nos faz refletir sobre os impactos do tabagismo na saúde da população e a importância de medidas efetivas para combater esse vício.
O tabagismo é considerado uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 8 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao consumo de tabaco, sendo que mais de 7 milhões são fumantes ativos e cerca de 1,2 milhão são não fumantes expostos à fumaça do cigarro.
No Brasil, a situação não é diferente. Apesar dos avanços nas políticas públicas de controle do tabagismo, ainda temos um número expressivo de fumantes no país. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 10% da população brasileira é fumante, o que representa mais de 20 milhões de pessoas. Além disso, estima-se que o tabagismo seja responsável por mais de 200 mil mortes por ano no Brasil.
Diante desses dados preocupantes, o Ministério da Saúde tem investido cada vez mais em ações de prevenção e combate ao tabagismo. Desde a criação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, em 2005, diversas medidas foram adotadas, como a proibição da propaganda de cigarros, aumento dos impostos sobre o tabaco, criação de ambientes livres de fumo, entre outras.
Essas medidas tiveram um impacto positivo na redução do número de fumantes no país. Entre 2006 e 2019, a prevalência de fumantes no Brasil caiu de 15,6% para 9,3%, segundo dados do Ministério da Saúde. No entanto, em 2024, pela primeira vez em duas décadas, o país registrou um aumento nas taxas de tabagismo.
Esse crescimento pode ser atribuído a diversos fatores, como a falta de fiscalização na venda de cigarros para menores de idade, a influência da indústria tabagista na mídia e a falta de políticas públicas mais efetivas para combater o tabagismo. Além disso, a pandemia de COVID-19 também pode ter contribuído para esse aumento, já que muitos fumantes relataram ter aumentado o consumo de cigarros durante o período de isolamento social.
Diante desse cenário, é fundamental que o governo e a sociedade se unam para enfrentar esse desafio. É preciso fortalecer as políticas de controle do tabagismo, investir em campanhas de conscientização e oferecer tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar. Além disso, é importante que a população se conscientize sobre os riscos do tabagismo e busque ajuda para abandonar esse vício.
É preciso lembrar que o tabagismo não afeta apenas a saúde do fumante, mas também de todos ao seu redor. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 69 são cancerígenas. Além disso, o tabagismo está associado a diversas doenças, como câncer, doenças cardiovasculares, respiratórias e mentais.
Portanto, é fundamental que o país continue avançando na luta contra o tabagismo. É preciso que o governo invista em políticas públicas mais efetivas, que a sociedade se conscientize sobre os riscos do tabagismo e que cada indivíduo faça a sua parte, buscando ajuda para abandonar esse vício.
Não podemos permitir que o tabagismo continue causando tantas mortes e prejuízos

