A criação dos filhos é uma tarefa desafiadora e muitas vezes os pais se veem em um dilema: como encontrar o equilíbrio entre dar amor e proteção suficientes, sem sufocar e superproteger as crianças? O excesso de cuidado na criação dos filhos tem sido um tema cada vez mais discutido, e para entender melhor seus efeitos, a coluna GENTE conversou com a psicóloga Maria Silva.
Segundo a profissional, o excesso de cuidado pode ser definido como uma forma de superproteção, onde os pais assumem um papel de controle excessivo sobre a vida dos filhos. Isso pode se manifestar de diversas maneiras, como por exemplo, não permitir que a criança explore o mundo, tomar todas as decisões por ela, ou até mesmo impedir que ela enfrente situações desafiadoras.
Um dos principais efeitos do excesso de cuidado é a criação de crianças inseguras e dependentes. Quando os pais assumem o controle total da vida dos filhos, eles não têm a oportunidade de desenvolver sua autonomia e confiança em si mesmos. Isso pode resultar em adultos com dificuldades em tomar decisões e lidar com desafios, já que nunca foram estimulados a fazer isso durante a infância.
Além disso, o excesso de cuidado também pode gerar crianças ansiosas e com baixa autoestima. Ao serem superprotegidas, elas podem desenvolver um medo excessivo de falhar ou decepcionar seus pais, o que pode gerar uma pressão constante e uma sensação de nunca serem boas o suficiente. Isso pode levar a problemas de ansiedade e até mesmo depressão.
Outro efeito do excesso de cuidado é a dificuldade em lidar com frustrações. Quando os pais sempre resolvem todos os problemas dos filhos, eles não aprendem a lidar com as adversidades da vida. Isso pode resultar em adultos que não sabem como enfrentar desafios e que se sentem perdidos e incapazes quando as coisas não saem como o planejado.
Mas então, como encontrar o equilíbrio na criação dos filhos? A psicóloga Maria Silva explica que é importante que os pais entendam que seus filhos precisam de espaço para crescer e se desenvolver. É natural que os pais queiram proteger seus filhos, mas é preciso encontrar um equilíbrio entre dar amor e proteção, e permitir que eles aprendam com suas próprias experiências.
Além disso, é fundamental que os pais estimulem a autonomia e a independência dos filhos desde cedo. Isso pode ser feito através de pequenas tarefas, como por exemplo, deixar que a criança escolha sua própria roupa ou que ajude nas tarefas domésticas. Dessa forma, eles se sentirão mais confiantes e capazes de enfrentar desafios no futuro.
Outra dica importante é ensinar as crianças a lidar com as frustrações e a falhar. É normal que os filhos enfrentem dificuldades e não consigam alcançar seus objetivos em todas as situações. Os pais devem estar presentes para apoiá-los e ensiná-los a lidar com essas situações, ao invés de resolver tudo por eles.
É importante ressaltar que o excesso de cuidado não é sinônimo de amor. Os pais podem amar seus filhos e querer protegê-los, mas é preciso entender que o excesso de cuidado pode ter efeitos negativos na vida das crianças. É fundamental que os pais busquem ajuda profissional caso percebam que estão sendo superprotetores e queiram mudar essa dinâmica.
Em resumo, o excesso de cuidado na criação das crianças pode gerar efeitos negativos a longo prazo, como insegurança, ansiedade

