O planejamento dos municípios é uma ferramenta essencial para garantir o desenvolvimento e a qualidade de vida da população. No entanto, quando esse planejamento não é feito de forma adequada, pode ter consequências negativas, especialmente para os idosos. Infelizmente, é comum vermos municípios que não levam em consideração as necessidades e limitações dos idosos em seu planejamento, o que acaba estimulando o isolamento e aumentando a incidência de doenças, hospitalizações e mortes nessa faixa etária.
O isolamento social é um problema que afeta muitos idosos em nossas cidades. Muitas vezes, eles se veem sozinhos em suas casas, sem ter com quem conversar ou realizar atividades. Isso pode ser resultado de um planejamento urbano que não prioriza espaços de convivência e lazer para essa população. Além disso, a falta de acessibilidade em calçadas, transporte público e prédios públicos também pode dificultar a mobilidade dos idosos, limitando suas possibilidades de sair de casa e interagir com outras pessoas.
Esse isolamento social pode ter graves consequências para a saúde dos idosos. Estudos mostram que a solidão e o isolamento estão diretamente relacionados ao aumento da incidência de doenças como depressão, ansiedade, hipertensão e diabetes. Além disso, o isolamento também pode levar a um estilo de vida sedentário, o que aumenta o risco de obesidade e doenças cardiovasculares. Sem contar que a falta de interação social pode afetar negativamente a saúde mental dos idosos, levando a quadros de demência e Alzheimer.
Outro fator que contribui para o aumento da incidência de doenças entre os idosos é a falta de acesso a serviços de saúde. Muitas vezes, os idosos precisam se deslocar para outras cidades para realizar exames e consultas médicas, o que pode ser um grande desafio para aqueles que têm dificuldades de locomoção. Além disso, a falta de unidades de saúde próximas às suas residências pode dificultar o acesso a tratamentos e medicamentos, o que pode agravar quadros de saúde já existentes.
O resultado de um planejamento urbano que não leva em consideração as necessidades dos idosos é o aumento da taxa de hospitalizações e, consequentemente, de mortes nessa faixa etária. Muitos idosos acabam sendo internados por doenças que poderiam ser prevenidas ou tratadas de forma mais eficaz se tivessem acesso a espaços de convivência, serviços de saúde e uma infraestrutura urbana adequada.
É importante ressaltar que o envelhecimento da população é uma realidade em nosso país. Segundo dados do IBGE, em 2030, o Brasil terá mais de 41 milhões de idosos, o que representa cerca de 18% da população. Isso significa que é urgente que os municípios comecem a pensar em políticas públicas que garantam uma melhor qualidade de vida para essa parcela da população.
Felizmente, já existem iniciativas que visam a inclusão dos idosos no planejamento urbano. Um exemplo é o Estatuto do Idoso, que garante direitos e benefícios para essa faixa etária, como a prioridade no atendimento em serviços públicos e a reserva de vagas em estacionamentos. Além disso, algumas cidades já estão implementando projetos de acessibilidade e espaços de convivência para idosos, como praças adaptadas e centros de convivência.
É preciso que os gestores públicos entendam a importância de um planejamento urbano que leve em consideração as necessidades dos idosos. Além de garantir uma melhor qualidade de vida para essa parcela da população, isso também pode trazer benefícios para a cidade como um

