Em seu novo filme, O Agente Secreto, o renomado ator brasileiro Wagner Moura nos leva de volta às ruas movimentadas de uma grande cidade. Porém, não é apenas a ação e o suspense que nos capturam, mas sim uma cena em particular que nos remete a um objeto que já foi essencial para a comunicação nas ruas: o orelhão.
Por muitos anos, o orelhão foi um elemento marcante nas ruas das grandes cidades, seja para fazer uma ligação urgente, marcar um encontro com os amigos ou simplesmente para bater um papo com um desconhecido. No entanto, com o avanço da tecnologia e a popularização dos celulares, esse objeto urbano foi perdendo sua relevância e, aos poucos, foi desaparecendo das ruas.
Mas, em O Agente Secreto, somos transportados de volta no tempo e vemos Wagner Moura utilizá-lo de uma forma inesperada e inteligente. Na cena em questão, seu personagem precisa realizar uma ligação crucial e é surpreendido pela falta de sinal em seu celular. Sem hesitar, ele recorre ao orelhão mais próximo, mostrando que ainda existe uma utilidade para esse objeto que já foi tão presente em nosso cotidiano.
Além de trazer uma nostalgia para aqueles que viveram a época em que o orelhão era o único meio de comunicação em espaços públicos, a cena também serve como um lembrete de como a tecnologia avançou e mudou nossa forma de nos comunicar. É impressionante pensar que, em tão pouco tempo, passamos de depender de um aparelho fixo para nos comunicarmos, para termos um pequeno dispositivo em nossas mãos que nos conecta ao mundo todo.
No entanto, apesar de toda a praticidade que os celulares nos proporcionam, é importante lembrar que o orelhão ainda é uma opção para muitos brasileiros que não possuem um aparelho móvel ou que, por algum motivo, estão sem bateria ou sinal em seus celulares. Além disso, os orelhões também são uma forma de comunicação acessível e democrática, já que podem ser utilizados por qualquer pessoa, sem a necessidade de ter um aparelho próprio.
A cena com Wagner Moura em O Agente Secreto reacende não só a memória de um objeto urbano, mas também traz à tona reflexões sobre como a tecnologia impactou nossa forma de nos comunicar e sobre o valor das coisas que, muitas vezes, damos como certas. É interessante observar como algo que foi tão importante em um determinado momento, pode se tornar obsoleto em pouco tempo, mas ainda assim, conservar uma importância simbólica e afetiva em nossas memórias.
O filme nos mostra que, apesar do avanço tecnológico, é importante valorizarmos as diferentes formas de comunicação e estarmos abertos a mudanças e adaptações. E, assim como o orelhão, que continua presente em algumas ruas e na memória de muitas pessoas, devemos aprender a valorizar o que é essencial e não deixar que as novas tecnologias nos façam esquecer de onde viemos.
Por fim, a cena com Wagner Moura em O Agente Secreto é uma bela homenagem ao orelhão e uma forma de relembrar sua importância na comunicação urbana. Que possamos sempre valorizar a evolução tecnológica, mas nunca esquecer de preservar e apreciar as coisas que um dia foram essenciais para nós.
