Criar e recriar modelos é uma prática comum na indústria da moda, e muitas marcas utilizam essa estratégia como forma de economizar recursos e se manterem atualizadas no mercado. No entanto, o que muitos não sabem é que esse processo pode ter um custo muito maior do que imaginamos, e quem acaba arcando com ele são os profissionais da indústria, que muitas vezes já se encontram em condições precárias de trabalho.
A busca por modelos cada vez mais jovens e magros é uma realidade que vem sendo questionada há anos, mas ainda é uma prática comum em muitas marcas. Além disso, a constante necessidade de novidades e tendências faz com que as marcas estejam sempre em busca de novos rostos, o que acaba gerando um mercado altamente competitivo e exigente.
Nesse contexto, os profissionais da indústria da moda, como modelos, estilistas, fotógrafos e maquiadores, acabam sendo os mais afetados. Para se manterem no mercado, eles precisam se adaptar às exigências das marcas, muitas vezes tendo que se submeter a condições de trabalho precárias e salários baixos.
Além disso, a pressão por manter um corpo perfeito e estar sempre na moda pode levar a problemas de saúde e até mesmo transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia. Infelizmente, esses problemas são comuns na indústria da moda, e muitos profissionais acabam sofrendo em silêncio para se manterem no mercado.
Outro ponto importante a ser destacado é a falta de diversidade na indústria da moda. A maioria das marcas ainda privilegia modelos brancos e magros, o que acaba excluindo uma grande parcela da população e perpetuando padrões de beleza inalcançáveis e prejudiciais à autoestima de muitas pessoas.
Diante desse cenário, é necessário repensar a forma como a indústria da moda funciona. As marcas precisam entender que a diversidade é fundamental e que a busca por modelos cada vez mais jovens e magros é prejudicial não só para os profissionais, mas também para a sociedade como um todo.
Além disso, é preciso valorizar e respeitar os profissionais da indústria, oferecendo condições de trabalho dignas e salários justos. Afinal, são eles que fazem com que as marcas se destaquem e se mantenham relevantes no mercado.
Uma alternativa para reduzir os custos e promover a diversidade na indústria da moda é investir em modelos que já estão no mercado, mas que muitas vezes são deixados de lado em busca de novos rostos. Esses profissionais já possuem experiência e conhecimento, e podem trazer uma perspectiva mais real e diversificada para as campanhas e desfiles.
Além disso, é importante que as marcas sejam mais conscientes em relação às suas escolhas e responsabilidades. A pressão por padrões de beleza irreais e a busca por lucros a qualquer custo não podem ser justificativas para a exploração e precarização dos profissionais da indústria.
É papel de todos nós, como consumidores, exigir uma mudança nesse cenário. Ao optarmos por marcas que valorizam a diversidade e oferecem condições dignas de trabalho, estamos contribuindo para uma indústria da moda mais justa e responsável.
Em resumo, criar e recriar modelos pode representar economia para as marcas, mas quem acaba pagando por esse custo são os profissionais da indústria, que muitas vezes são precarizados e submetidos a condições de trabalho desumanas. É hora de repensar a forma como a moda é produzida e valor

