Com uma população majoritariamente jovem e em idade ativa, o Nordeste do Brasil possui um potencial incrível para contribuir com o desenvolvimento do país. De acordo com o relatório do Banco Mundial “Rotas para o Nordeste: Produtividade, Empregos e Inclusão”, divulgado recentemente, a região pode impulsionar a geração de empregos e reduzir as desigualdades em relação às regiões mais ricas do Brasil se focar em setores em expansão, como a indústria e os serviços, para oferecer empregos de melhor qualidade e investir em infraestrutura por meio de parcerias público-privadas.
O relatório destaca que o Nordeste tem apresentado avanços significativos em termos de capital humano, com aumento na escolaridade, especialmente entre os jovens. No entanto, a região enfrenta desafios para transformar essa qualificação em melhorias no trabalho e na renda. Apesar do crescimento na qualificação dos trabalhadores, a criação de empregos ainda é um obstáculo a ser superado, principalmente devido às altas taxas de desemprego e informalidade, que são maiores do que em outras regiões do país.
Porém, o documento também destaca que o Nordeste tem um papel importante na transição energética do Brasil, sendo responsável por 91% da energia eólica do país e 42% da energia solar. Isso significa que a região possui grandes oportunidades de promover um crescimento industrial sustentável e aproveitar as possibilidades em setores emergentes, como o hidrogênio verde.
Segundo o relatório, se o Nordeste conseguir alavancar seu capital humano e seus recursos naturais de forma eficiente, poderá se tornar um motor de desenvolvimento para o país e deixar para trás o estigma histórico de região atrasada. Para isso, é necessário investir em sistemas de intermediação de mão de obra, conectar as pessoas às vagas disponíveis e incentivar o crescimento de indústrias em expansão, como a manufatura e os serviços, que oferecem empregos de melhor qualidade.
Outra questão importante é a inclusão no mercado de trabalho. O relatório aponta que é necessário adotar políticas que apoiem as mulheres e grupos marginalizados, tornando o mercado de trabalho mais inclusivo. Atualmente, a taxa de participação feminina na força de trabalho do Nordeste é de apenas 41%, enquanto no restante do país é de 52%.
Além disso, é fundamental estimular o empreendedorismo e atrair investimentos para impulsionar o ambiente de negócios da região. Entre as recomendações do Banco Mundial estão a simplificação dos procedimentos para abertura de empresas, estímulo à concorrência e redução da dependência de subsídios fiscais, que podem prejudicar a produtividade e gerar concentração de mercado.
Outro ponto fundamental para impulsionar o desenvolvimento do Nordeste é a modernização da infraestrutura. Isso inclui investimentos em rodovias, ferrovias, redes de comunicação e melhorias em água e saneamento. No entanto, é importante que esses projetos sejam cuidadosamente planejados e fiscalizados para que tenham um impacto positivo na região. Para isso, é necessário incentivar a participação do setor privado por meio de parcerias bem estruturadas.
Em resumo, o relatório do Banco Mundial apresenta um panorama positivo para o Nordeste do Brasil e destaca o potencial da região para alavancar o desenvolvimento do país. Com o investimento certo em setores estratégicos, fortalecimento do mercado de trabalho, estímulo ao empreendedorismo e modernização da infraestrutura, o Nordeste pode se tornar um verdadeiro motor de crescimento para o Brasil. Cabe aos governantes e à soc

