Diante da incerteza sobre os riscos associados ao fenômeno, é essencial melhorar os sistemas de monitoramento oceânico para subsidiar o manejo das pescarias. A pesca é uma atividade fundamental para a economia e a subsistência de muitas comunidades ao redor do mundo, mas também é uma atividade que pode ser afetada por diversos fatores, incluindo as mudanças climáticas e os fenômenos oceânicos.
Nos últimos anos, temos visto um aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como tempestades e furacões, que podem causar danos significativos às comunidades costeiras e às atividades pesqueiras. Além disso, o aquecimento global tem impactado diretamente os oceanos, causando alterações na temperatura e na salinidade da água, o que pode afetar a distribuição e a migração de espécies marinhas.
Diante desse cenário, é fundamental que os sistemas de monitoramento oceânico sejam aprimorados e utilizados de forma efetiva para subsidiar o manejo das pescarias. Esses sistemas são compostos por uma série de tecnologias e métodos que permitem a coleta de dados sobre as condições do oceano, como temperatura, salinidade, correntes e ventos. Essas informações são essenciais para entendermos as mudanças que estão ocorrendo nos oceanos e como elas podem afetar as atividades pesqueiras.
Uma das principais vantagens do uso de sistemas de monitoramento oceânico é a possibilidade de prever eventos extremos, como tempestades e furacões, com antecedência. Isso permite que as comunidades costeiras se preparem e tomem medidas de precaução para minimizar os danos causados por esses fenômenos. Além disso, esses sistemas também podem fornecer informações sobre a distribuição e a migração de espécies marinhas, o que é fundamental para o manejo sustentável das pescarias.
No entanto, para que esses sistemas sejam efetivos, é necessário que haja investimentos em tecnologia e capacitação de profissionais. É preciso que os governos e as organizações internacionais reconheçam a importância do monitoramento oceânico e destinem recursos para sua implementação e manutenção. Além disso, é fundamental que os profissionais que trabalham com esses sistemas sejam capacitados e treinados para interpretar os dados coletados e utilizá-los de forma efetiva no manejo das pescarias.
Outro ponto importante é a colaboração entre os países e as organizações internacionais. Os oceanos não têm fronteiras e, portanto, é necessário que haja uma cooperação global para o monitoramento e a gestão sustentável dos recursos marinhos. A troca de informações e a colaboração entre os países podem contribuir significativamente para o aprimoramento dos sistemas de monitoramento oceânico e para o manejo das pescarias em nível global.
Além disso, é importante ressaltar que o uso de sistemas de monitoramento oceânico não se limita apenas às atividades pesqueiras. Esses sistemas também podem ser utilizados para monitorar a qualidade da água, a saúde dos ecossistemas marinhos e a ocorrência de eventos como a acidificação dos oceanos. Dessa forma, eles podem contribuir para a conservação dos oceanos e a proteção da biodiversidade marinha.
É preciso também envolver as comunidades pesqueiras nesse processo. É fundamental que os pescadores sejam informados sobre a importância do monitoramento oceânico e como ele pode beneficiar suas atividades. Além disso, é importante que eles sejam ouvidos e tenham suas experiências e conhecimentos tradicionais considerados no manejo das pescarias. A participação ativa das comunidades

