A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular parte da investigação da Polícia Federal (PF) contra o governador do Acre, Gladson Cameli, é um importante passo para garantir a justiça e a proteção dos direitos dos cidadãos. Nesta quarta-feira (17), a maioria dos ministros votou a favor do recurso da defesa, reconhecendo que houve irregularidades na apuração do caso.
As acusações contra o governador incluem crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação, baseadas em supostos desvios de recursos por meio de empresas que tinham contrato com o governo estadual. Segundo a investigação da PF, essas empresas contrataram outras firmas, que tinham familiares de Cameli como sócios, para realizar o desvio de verbas públicas, totalizando cerca de R$ 11 milhões.
No entanto, os advogados de defesa do governador alegaram que a investigação foi marcada por irregularidades, como a requisição de relatórios financeiros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial. Eles também apontaram que as suspeitas começaram a ser investigadas em 2019, mas só foram enviadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos anos seguintes, quando o caso já estava prescrito.
O voto do ministro Mendonça, que foi seguido pelos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques, reconheceu essas irregularidades e determinou a nulidade das provas produzidas contra o governador no período em que a PF atuou sem a devida autorização do STJ. Essa decisão é de extrema importância para garantir a imparcialidade e a legalidade das investigações, evitando que provas ilícitas sejam utilizadas contra o acusado.
Ainda faltam os votos dos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes, mas o placar atual já é favorável ao recurso da defesa. É importante ressaltar que, paralelamente ao julgamento do STF, a Corte Especial do STJ iniciou o julgamento da ação penal contra o governador. A ministra relatora, Nancy Andrighi, votou pela condenação de Cameli a 25 anos de prisão, além do pagamento de uma indenização milionária e a perda do cargo. No entanto, o ministro João Otávio de Noronha pediu vista do processo e o julgamento será retomado apenas em 2026, devido ao recesso de fim de ano.
A decisão do STF é um importante passo para garantir a presunção de inocência e o devido processo legal do governador Gladson Cameli. É fundamental que as investigações sejam conduzidas de forma correta e respeitando os direitos dos acusados, para que a justiça seja feita de maneira justa e imparcial.
Além disso, a anulação das provas obtidas de forma ilícita reforça a importância do respeito às leis e à Constituição, evitando que ações arbitrárias e ilegais sejam cometidas em nome da justiça. É papel do STF garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam respeitados e que o Estado de Direito seja preservado.
Esperamos que o julgamento do STJ também leve em consideração as irregularidades apontadas pela defesa do governador e que a justiça seja feita de forma equilibrada e imparcial. É preciso que as instituições atuem em conjunto para garantir a proteção dos direitos dos cidadãos e a lisura dos processos judiciais.
Por fim, é importante ressaltar que a decisão do STF não significa impun

