O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lançou nesta terça-feira o livro “A Escultura Religiosa no Rio de Janeiro Colonial: 1565-1821”, uma obra que sistematiza, de forma inédita, o amplo conjunto de esculturas devocionais inventariado nas últimas décadas pelo Iphan e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
Fruto de anos de pesquisa em igrejas, arquivos e coleções públicas e privadas, o livro reúne um acervo impressionante de peças de ordens religiosas, antigas freguesias e irmandades urbanas do estado do Rio de Janeiro. Com isso, a publicação tem como objetivo preencher uma lacuna nos estudos sobre a arte sacra no Brasil, que tradicionalmente se concentram nas grandes capitais e deixam de lado as cidades do interior.
O autor do livro, o museólogo e técnico do Iphan Rafael Azevedo, destaca a importância da obra: “Durante muito tempo, pouco se pesquisou e publicou sobre esse legado da história da arte brasileira que percorreu três, quatro séculos da nossa história e deixou um repertório de esculturas, talhas, pinturas e objetos integrados à arquitetura de características ornamentais de alta qualidade.”
Com mais de 580 páginas e centenas de fotografias, o livro está disponível no site do Iphan na versão e-book e apresenta análises detalhadas de mais de 450 objetos, entre talhas, esculturas e bens culturais. Além disso, o projeto está em expansão: já está em preparação o próximo livro, dedicado à Antiga Capitania Real da Bahia de Todos os Santos, seguido de estudos sobre Pernambuco, Alagoas e Paraíba.
Um dos pontos mais interessantes da publicação é a revelação da pluralidade de escolas e influências que moldaram a cultura fluminense. Entre os destaques, estão grandes obras do Mestre de Angra, do Mestre de Iguaçu, do Mestre Valentim e de outros importantes artífices da história da arte produzida no período colonial no Brasil. Mas, além disso, o livro também apresenta um repertório diverso e singular de cada região do estado do Rio de Janeiro.
Com essa obra, o Iphan e o Inepac mostram o seu compromisso com a preservação e valorização do patrimônio histórico e artístico brasileiro. Ao reunir e divulgar informações sobre a escultura religiosa no Rio de Janeiro colonial, eles contribuem para uma maior compreensão da nossa história e da diversidade cultural do país.
Por fim, é importante destacar que o livro “A Escultura Religiosa no Rio de Janeiro Colonial: 1565-1821” é uma leitura indispensável para todos aqueles que se interessam pela arte sacra e pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. Com uma pesquisa minuciosa e uma apresentação de alta qualidade, essa obra é um verdadeiro tesouro para os amantes da história e da arte. Não deixe de conferir!

