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Mulheres protestam no Rio e pedem maior presença do Estado

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Mulheres protestam no Rio e pedem maior presença do Estado

Evelyn Lucy Alves da Luz, uma agente de educação infantil de 44 anos, ainda sofre com as lembranças da tentativa de feminicídio que sofreu em 6 de fevereiro de 2017. Os tiros que levou do ex-marido deixaram marcas não só em seu corpo, mas também na mente e na alma de sua filha de apenas 6 anos, que presenciou todo o ocorrido.

Em uma entrevista à Agência Brasil, Evelyn relatou o trauma que sua filha carrega até hoje. Segundo ela, a criança não fala sobre o assunto e é difícil vê-la lidar com as consequências de presenciar a violência contra sua mãe. Esse crime, como tantos outros de feminicídio, é ainda mais cruel por ser cometido na frente de uma criança, que fica marcada para sempre com essa violência.

Infelizmente, a história de Evelyn não é uma exceção. Todos os dias, mulheres são vítimas de violência doméstica e feminicídio no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2019, uma mulher foi morta a cada 7 horas no país. Essa triste estatística mostra a gravidade do problema e a urgência de ações efetivas para combatê-lo.

No caso de Evelyn, os disparos aconteceram em plena luz do dia, em um sábado de carnaval, em frente à sua casa, na presença de todos. E essa é uma realidade comum, já que os agressores não têm medo de serem violentos e agressivos em público. Isso mostra como a cultura machista e patriarcal ainda está enraizada em nossa sociedade e como as mulheres são tratadas como propriedade dos homens.

Evelyn também relata a falta de apoio do Estado para as mulheres que sobrevivem à violência. Ela não recebeu nenhum tipo de ajuda ou apoio psicológico do governo e precisou se reerguer por conta própria. Essa é uma falha grave do sistema que deveria proteger e amparar as mulheres em situação de violência.

Além disso, Evelyn ficou chocada ao descobrir que o agressor, mesmo após responder a um processo na justiça, já está solto. Essa sensação de impunidade é mais uma forma de violência contra as mulheres, que precisam conviver com o medo constante de que seus agressores voltem a atacá-las.

Mas Evelyn não está sozinha nessa luta. Ela conta com o apoio de uma rede de mulheres que se formou ao seu redor, através de grupos e coletivos que a acolheram e deram suporte para que ela chegasse até aqui. Entre essas mulheres está Vanderlea Aguiar, uma militante do Movimento Emancipa, que foi uma das primeiras a estender a mão para Evelyn.

Evelyn afirma que, mesmo após passar por uma experiência tão traumática, se considera uma sobrevivente. E é através dessa sobrevivência que ela encontra forças para se juntar às manifestações contra o feminicídio e lutar por todas as mulheres que ainda não tiveram a mesma sorte que ela.

Outra presença marcante no ato contra o feminicídio na Praia de Copacabana é Vanderlea Aguiar, que também conseguiu sair de um relacionamento abusivo por instinto de sobrevivência. Ela afirma que as mulheres estão cansadas de serem tratadas como propriedade dos homens e que é preciso dizer basta a essa violência.

Adriana Herz Domingues, coordenadora estadual do Coletivo Juntas, também está presente no ato e destaca a importância de discutir sobre a violência contra a mulher e o machismo na sociedade. Ela ressalta a necessidade de ações efetivas para combater a

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