Voluntários da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) estão sendo agraciados com um presente especial: kits de alimentos produzidos por agricultores familiares do Brasil. Essa iniciativa, que começou no último sábado (15) e seguirá até o encerramento da conferência no dia 21, tem como objetivo não apenas alimentar os voluntários, mas também promover a valorização da agricultura familiar e seus sabores típicos em todo o país.
Já imaginou receber uma cesta repleta de produtos locais como doce de umbu, castanha-do-pará, farinha de baru, flocão de milho, castanha de baru, amêndoa de licuri e óleo de coco babaçu orgânico? Pois é exatamente isso que está acontecendo na COP30. Além de proporcionar uma experiência gastronômica única, os kits também têm um papel importante na conscientização sobre a segurança alimentar e como a agricultura familiar pode contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Secretaria Extraordinária da COP30. Ao todo, serão distribuídas duas mil cestas para os voluntários e outras forças de trabalho da conferência.
Para a estudante Gabriella de Araújo, que está atuando como voluntária na COP30, a cesta é uma oportunidade de experimentar comidas típicas de outras regiões do país e conhecer mais sobre a agricultura familiar. “Eu vi isso como um gesto extremamente empático, pois tem muitas pessoas que ainda não tiveram a chance de provar esses alimentos, como é o meu caso. Eu nunca havia experimentado certos tipos de castanhas que vieram no kit, então acho isso muito interessante. Além disso, é uma forma de entender melhor como funciona a segurança alimentar”, afirmou Gabriella.
Além de proporcionar uma experiência gastronômica diferenciada, a entrega dos kits também tem um papel importante na valorização da agricultura familiar e sua contribuição para a sustentabilidade ambiental. Segundo a Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, a iniciativa também destaca o papel fundamental da agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis e de qualidade. “A agricultura familiar tem um desafio diário de alimentar o nosso país com comida de verdade e faz muito sentido estarmos falando dela aqui, mostrando a variedade da comida da agricultura familiar nos diferentes biomas do país, como a indígena, quilombola, ribeirinha e extrativista”, destacou Lilian.
Além de promover o consumo de alimentos saudáveis e regionais, a entrega dos kits também tem um impacto positivo na economia local. Ao adquirir os produtos diretamente dos agricultores familiares, o PAA incentiva a produção e geração de renda no campo, fortalecendo a economia das comunidades rurais. Além disso, a iniciativa também contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que a agricultura familiar utiliza técnicas sustentáveis e promove a conservação dos recursos naturais.
Não é à toa que a COP30 escolheu valorizar a agricultura familiar em sua conferência. Além de ser uma importante aliada na produção de alimentos saudáveis e sustentáveis, a agricultura familiar também tem um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. Com técnicas sustentáveis e diversificação de culturas, os agricultores familiares conseguem garantir a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente, reduzindo a emissão de gases de efeito

